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21/03/2006 - 13h10

Executiva assumirá financiamento total do Partido Trabalhista

Londres, 21 mar (EFE).- O Comitê Executivo Nacional do Partido Trabalhista (NEC) assumirá a responsabilidade de todo o financiamento da formação, afirmou hoje em comunicado, por causa da polêmica devido aos empréstimos recebidos pelo partido no poder.

Os membros do NEC se reuniram hoje para discutir esta controvérsia, após a notícia de que foram obtidos empréstimos sem o conhecimento do tesoureiro do partido, Jack Dromey.

Em sua nota, a Executiva afirma que assumirá a responsabilidade de supervisionar todos os assuntos relativos ao financiamento.

Além disso, o NEC chegou à conclusão de que aplicará novas normas e falará publicamente sobre todos os empréstimos que receber, para tornar o processo mais transparente.

Dromey decidiu na semana passada iniciar uma investigação, após saber - através dos jornais - do recebimento de empréstimos sem que ele estivesse a par do assunto, e que aparentemente foram conseguidos por Lord Levy, assessor do primeiro-ministro Tony Blair.

Segundo o presidente do NEC, Jeremy Beecham, foi uma reunião construtiva e não houve críticas contra Blair.

"Admitimos que houve um problema e o enfrentamos", acrescentou Beecham, insistindo em que o financiamento do partido continuará, mas será mais supervisado pelo NEC.

O Partido Trabalhista gastou 17,9 milhões de libras (cerca de 25,9 milhões de euros) na campanha eleitoral de 2005, dos quais 13,9 milhões de libras (quase 21 milhões de euros) vieram de empréstimos individuais.

O partido negou que os empresários que contribuíram tenham recebido a promessa de que teriam em troca uma cadeira na Câmara dos Lordes, câmara alta do Parlamento britânico.

Segundo os trabalhistas, esses pagamentos não foram declarados à Executiva Nacional nem à comissão eleitoral, porque cumpriram as normas vigentes até agora sobre financiamento de partidos, pelas quais os empréstimos poderiam permanecer confidenciais.

Diante da polêmica, o Partido Trabalhista informou que no futuro obrigará os empréstimos a também serem declarados, para evitar suspeitas.

O empresário Gulam Noon, do setor da alimentação, informou hoje, através de comunicado, que escreveu a Blair para pedir que seu nome seja retirado da lista de pessoas propostas pelos trabalhistas para receber uma cadeira na câmara alta.

Segundo Gulam, a polêmica envolvendo a principal formação política do país o deixou em uma "posição ingrata".

O executivo, que fez uma contribuição de 250.000 libras (cerca de 362.500 euros), é uma das doze pessoas que fizeram grandes empréstimos ao Partido Trabalhista para financiar a campanha eleitoral de 2005.

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