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22/03/2006 - 19h30

Indígenas recuam e Igreja aceita mediar conflito

Quito, 22 mar (EFE).- Os indígenas equatorianos, que há 10 dias protestam contra um acordo de livre comércio com os Estados Unidos, flexibilizaram hoje sua posição, ao passo que a Igreja aceitou mediar o conflito entre eles e o Governo.

O vice-presidente da Confederação de Nacionalidades Indígenas (Conaie), Santiago de la Cruz, disse à EFE que uma carta foi entregue aos bispos para ser repassada ao chefe de Estado, Alfredo Palacio.

"Com a carta, é bastante possível que o presidente (Palacio), se tiver vontade de atender à mensagem, possa responder favoravelmente, tornando viável uma pronta solução para a questão", destacou De la Cruz.

O líder indígena disse que na carta há uma "flexibilização", já que foi retirada a aposição absoluta a um acordo de livre comércio e é defendida a realização de uma consulta popular em torno do tema.

Os indígenas pediram hoje a vários órgãos, entre eles as Nações Unidas, que intervenham para abrir um canal de diálogo com o Governo, embora só tenham recebido resposta da Igreja, segundo De la Cruz.

"A Conferência Episcopal respondeu e vai nos apoiar no estabelecimento de um canal para o primeiro contato com a Presidência da República", disse o vice-presidente da Conaie.

A carta, detalhou, propõe ao chefe de Estado "que seja suspenso o secretismo em torno da negociação do acordo comercial, que seja socializado o que até agora foi negociado e que seja aberta uma mesa de avaliação com todos os setores sociais, com a participação dos que são contra o acordo".

Santiago de la Cruz especificou que a carta também pede uma consulta popular, "num prazo de três meses aproximadamente", sobre o tratado.

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