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26/03/2006 - 16h32

Morrem 20 milicianos xiitas em enfrentamentos com tropas dos EUA

Bagdá, 26 mar (EFE).- Pelo menos 20 milicianos do "Exército Mehdi", liderado pelo clérigo rebelde xiita Moqtada al-Sadr, morreram hoje no bairro de Ur, no norte de Bagdá, durante um enfrentamento com tropas dos EUA, segundo fontes policiais.

Segundo disseram as fontes, que pediram para não ser identificadas, os combates entre os milicianos xiitas e os soldados americanos duraram cerca de duas horas.

Além dos 20 rebeldes falecidos, um número indeterminado de milicianos ficaram feridos, acrescentaram as mesmas fontes.

Abdul Hadi al-Darrayi, porta-voz do escritório de Al-Sadr em Bagdá, disse à EFE que os soldados americanos "agrediram os fiéis" que oravam na mesquita de Al-Mustafa, em Ur.

Segundo o porta-voz, os uniformizados americanos mataram 17 fiéis e feriram outros três, além de prenderem um número indeterminado de pessoas.

Darrayi acrescentou que as tropas americanas atearam fogo ao templo uma vez concluída a operação.

O porta-voz xiita acusou o embaixador dos EUA no Iraque, Zalmay Khalil Zadeh, de instigar o ataque contra as mesquitas e advertiu ao Governo de Washington que "se continuarem por esse caminho (de atacar mesquitas), o Iraque não permanecerá quieto".

Segundo fontes policiais, os enfrentamentos começaram quando membros do Exército americano, com o apoio de efetivos iraquianos, se dirigiram à mesquita xiita de Al-Mustafa com a intenção de deter vários milicianos acusados de envolvimentos em ações violentas.

Tropas americanas e iraquianas cortaram todos os acessos ao bairro de Ur - adicionaram as fontes - no qual os militantes teriam colocado grande quantidade de explosivos nas ruas principais que levam à mesquita.

Os enfrentamentos em Bagdá ocorreram no mesmo dia em que dois membros da milícia radical xiita "Exército Mehdi" ficaram feridos hoje na explosão de dois projéteis de morteiros na cidade santa xiita de Najaf, cerca de 180 quilômetros ao sul de Bagdá.

As duas bombas caíram perto da casa do líder da milícia, o clérigo Muqtdada al-Sadr, segundo relatou um de seus porta-vozes, Hassan al-Zarqani, que responsabilizou as tropas americanas pelo incidente.

"Esse ataque é uma mensagem das tropas de ocupação (americanas) dirigida a al-Sadr, para adverti-lo de que está ao alcance, a qualquer momento, do fogo americano", indicou Zarqani.

Também segundo o porta-voz, ação tem o objetivo de fazer com que o clérigo xiita desça o tom de suas criticas contra a presença de tropas estrangeiras no Iraque.

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