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31/03/2006 - 10h51

Rice admite usar a força contra o Irã, mas não agora

Londres, 31 mar (EFE).- A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, disse hoje em Blackburn (noroeste da Inglaterra) que os EUA não descartam nenhuma saída, inclusive a militar, no conflito nuclear com o Irã, mas observou que o uso da força "no momento não está na agenda".

"Estamos num processo em que a via diplomática pode funcionar", disse Rice, numa entrevista coletiva conjunta com seu colega britânico, Jack Straw, em Blackburn.

Rice iniciou hoje uma visita oficial ao Reino Unido. Ela admitiu que os iranianos estão "preocupados com o seu isolamento", mas ressaltou que a culpa pelo isolamento "é do regime iraniano", e não da comunidade internacional.

A chefe da diplomacia dos Estados Unidos disse que seu país reconhece o direito do Irã à energia nuclear com fins pacíficos. Mas afirmou que, dado o histórico das relações do regime iraniano com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), "não se pode permitir o processamento de material nuclear no seu território".

A possibilidade de estabelecer sanções está "na agenda", segundo Rice. Ela agora espera para ver se Teerã vai responder ou não "às justas exigências da comunidade internacional", o que vai determinar se as sanções serão aplicadas.

A secretária de Estado insistiu que os "esforços diplomáticos" estão sendo empreendidos, lembrando que as negociações "levam tempo" e exigem a discussão de temas difíceis, "às vezes com acordo e às vezes não".

A passagem de Rice pelo Reino Unido está sendo marcada pelos protestos de grupos contrários à Guerra do Iraque. Mas ela afirmou que as tropas americanas estão lá a pedido do Governo interino e com autorização da ONU. A sua expectativa é de contar com o apoio do "próximo Governo de união nacional, que vai ser formado", para manter os soldados no país.

Ela explicou que uma das missões dos EUA é treinar as novas forças de segurança iraquianas e acrescentou que os líderes democraticamente eleitos estão buscando uma forma de superar as diferenças através das instituições para constituir um Governo de união nacional.

Rice defendeu a reforma da ONU, que deve ser "revitalizada", disse, para se tornar muito mais relevante diante dos desafios do mundo de hoje.

A secretária afirmou ainda que os EUA defendem "firmemente" a entrada da China nas organizações multilaterais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC). Rice considerou as relações entre EUA e China "boas e sadias", e acrescentou que os dois países cooperam em assuntos como a solução de conflitos, entre eles o da Coréia do Norte.

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