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03/04/2006 - 20h36

Berlusconi e Prodi disputam votos de indecisos em debate

Roma, 3 abr (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e seu adversário Romano Prodi mantiveram um debate televisivo hoje em busca do voto dos indecisos nas eleições de 9 de abril, sob uma tensa troca de acusações.

Com o tom freqüentemente áspero e ofensas, os dois candidatos responderam às perguntas de dois jornalistas em um debate moderado pelo apresentador Bruno Vespa, no último encontro dos oponentes antes da votação.

Berlusconi vendeu um "sonho, uma nova Itália", e prometeu ajuda à família, que considerou "sagrada".

Prodi pôs em dúvida a capacidade do Governo para financiar a ajuda, e disse que um eventual Executivo de centro-esquerda obteria recursos na luta contra a evasão fiscal que Berlusconi "permitiu".

O primeiro-ministro acusou a oposição de ter um programa "vago", no qual os únicos números "são os das páginas". O líder da oposição respondeu que "o primeiro-ministro se agarra aos números como um bêbado a um poste de luz, não para que se iluminar, mas para se sustentar".

Berlusconi acusou seu adversário de ser aliado dos comunistas, apesar de este não ser filiado a nenhum partido.

Os dois candidatos defenderam a adoção de medidas para favorecer a integração da mulher na vida pública italiana. Berlusconi prometeu uma maior participação das mulheres no Governo, se eleito.

Prodi baseou sua mensagem na coesão e coerência de sua coalizão, e na necessidade de uma Itália unida diante das "divisões criadas nos últimos cinco anos".

Berlusconi pediu o voto para a centro-direita "por três razões", todas elas de base econômica.

Ressaltou que abolirá o imposto sobre a primeira casa, disse que não imporá a taxa de doação e sucessão e manterá a taxa dos títulos do Tesouro na metade da anunciada pela esquerda.

Sobre a presença italiana no Iraque, Berlusconi reiterou que a retirada das tropas está prevista para o final do ano, enquanto Prodi lembrou sua oposição à presença de militares italianos no país.

O debate de hoje gerou muita expectativa, porque era considerada a última oportunidade para os dois conquistarem os votos dos indecisos, que segundo as últimas pesquisas chegam a 23% do eleitorado.

Há uma semana está proibida a divulgação de enquetes eleitorais, mas as últimas apontavam uma vantagem de 3 a 5 pontos para Romano Prodi.

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