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05/04/2006 - 15h44

Humala deixa Lima na véspera do encerramento da campanha no Peru

Esther Rebollo Lima, 5 abr (EFE).- O nacionalista peruano Ollanta Humala fará hoje seu último comício em Lima, na véspera do encerramento geral da campanha eleitoral no Peru, que se caracterizou por uma chuva de denúncias e golpes baixos.

O dirigente do Partido Nacionalista Peruano (PNP) e candidato à Presidência pela União pelo Peru (UPP), favorito nas pesquisas de intenções de voto, se diferenciou de seus rivais e decidiu se despedir um dia antes da capital, um reduto importante, já que concentra mais de 30% do eleitorado nacional.

Enquanto a conservadora Lourdes Flores e o ex-presidente Alan García encerrarão na quinta-feira suas campanhas em Lima, Humala terminará sua campanha na cidade de Arequipa, seu reduto político.

Mais de 16,4 milhões de peruanos irão às urnas no domingo para eleger o presidente, o Congresso e seus representantes no Parlamento Andino, em meio a uma grande expectativa.

Dezenas de jornalistas vindos de todo o mundo cobrirão as eleições, consideradas cruciais para o futuro do país e também para a América do Sul, diante da possível vitória do polêmico Humala.

Em Lima, tudo está pronto para receber hoje o ex-comandante, que discursará em um grande palanque montado no Paseo de los Héroes Navales, que ocupa três das cinco pistas desta avenida, no centro da capital.

Os engarrafamentos começaram a se formar ainda nesta manhã em Lima e se espera que nesta noite mais de cem mil pessoas participem do comício.

Na quinta-feira acontecerá o encerramento geral de uma campanha que se caracterizou por incessantes denúncias e golpes baixos.

A Frente Independente Moralizadora (FIM), do ex-embaixador Fernando Olivera e principal aliado do atual Governo de Alejandro Toledo, foi uma das forças mais ativas na tarefa de desprestigiar Humala e García.

O partido comprou espaços televisivos para tachar Alan García de corrupto, emitindo um vídeo em que ele dá um tapa em um cidadão.

O Júri Nacional de Eleições obrigou o FIM a retirar o anúncio, mas o partido se negou a aceitar a resolução e comprou outro espaço publicitário em que misturou imagens de Humala com as de seus familiares pedindo a libertação dos dirigentes do Sendero Luminoso.

Em um vídeo-jogo anônimo divulgado pela Internet, batizado de "Ollanta Recarregado", o ex-militar atira e joga granadas contra o escritor Jaime Bayly, uma jornalista e um cidadão, que se protegem com a "sombrinha da democracia".

A disputa se completou com a distribuição de cédulas de votação em que no lugar de Humala aparece a foto do dirigente do Sendero Luminoso Abimael Guzmán.

Todos os candidatos fizeram uso da música em suas campanhas, principalmente do reggaeton, como Alan García, que dançou sem parar este ritmo, que mistura techno e cumbia, a fim de ganhar a simpatia dos mais jovens.

Em outro vídeo do FIM, vassouras varrem as simbólicas estrelas do histórico Partido Aprista Peruano, de García, ao ritmo do reggaeton.

Flores, a menos prejudicada pela contra-campanha e com a maioria dos meios de comunicação a seu favor, foi qualificada por todos os seus rivais como a "candidata dos ricos", e durante seus comícios preferiu usar a música crioula.

Humala não parou de chamar os políticos tradicionais de "reservatórios de esgoto" e usou melodias de índios andinos, mas não se atreveu a dançar em nenhum de seus comícios.

Já Keiko Sofía, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, cantou um tema romântico em que promete o retorno de "el chino", como seu pai é conhecido no Peru. Fujimori está detido no Chile e espera o fim do julgamento de sua extradição ao Peru.

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