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05/04/2006 - 20h11

Justiça tem suspeitos de assassinato de três irmãos na Venezuela

Caracas, 5 abr (EFE).- A Procuradoria da Venezuela tem vários suspeitos do assassinato de três filhos de um empresário libanês naturalizado canadense, seqüestrados em 23 de fevereiro passado, afirmou hoje o órgão venezuelano.

Os corpos de Jhon, Kevin e Jeason Faddoul, de 17, 13 e 12 anos, respectivamente, e do motorista da família, Miguel Rivas, de 30 anos, foram encontrados com marcas de tiros na terça-feira, em Yare, 60 quilômetros ao sul de Caracas.

O procurador-geral, Isaias Rodríguez, disse aos jornalistas que "as investigações não terminaram, mas estão adiantadas e temos alguns suspeitos".

Segundo o procurador, o crime aconteceu em várias etapas e, durante as negociações para a libertação dos reféns, pessoas com "sotaque colombiano" intervieram nas conversas.

O caso tem comovido a opinião pública do país e, antes do pronunciamento do procurador, centenas de pessoas ocuparam algumas ruas de Caracas para exigir "segurança e justiça" e protestar contra os assassinatos.

Vizinhos da família Faddoul, colegas de escola das crianças e estudantes universitários se reuniram no oeste de Caracas e bloquearam uma parte da estrada principal da cidade.

Um pequeno grupo de manifestantes foi até a porta do Ministério do Interior, no centro da capital, onde vários carros circularam com as luzes acesas em solidariedade à família Faddoul.

Rodríguez reconheceu que "os cidadãos estão alarmados, indignados e querem soluções para os fatos", e apoiou as manifestações públicas de protesto desde que não sejam desviadas para objetivos políticos.

O procurador também disse que não foram encontradas provas que relacionem os crimes ao assassinato, em 29 de março, do empresário italiano Filippo Sindoni, de 74 anos, seqüestrado em Maracay, 100 quilômetros ao oeste de Caracas.

Rodríguez disse ter autorizado a cremação dos cadáveres, a pedido da família, porque já foram coletados todos os dados necessários para a investigação.

O diretor da Polícia judicial, Marcos Chávez, afirmou que o caso será resolvido integralmente, e disse que todos os indícios apontam que os autores dos crimes são criminosos comuns.

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