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06/04/2006 - 11h38

Pentágono busca diminuir o alto consumo de gasolina

Enrique Rubio Washington, 6 abr (EFE).- O Pentágono decidiu servir de exemplo e, numa época de petróleo a preço de ouro, reduzir o alto consumo do combustível nos seus veículos.

Para atingir a meta, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos sugere, por exemplo, que os pilotos de aviões tenha aulas práticas com simuladores de combate aéreo em vez de realizarem vôos de treinamento.

O costume de deixar as máquinas elétricas acesas em "stand by" quando não estiverem sendo utilizadas está com os dias contados: a partir de agora, todas deverão ser desligadas.

Também será preciso maior cuidado na hora de fechar as torneiras para economizar água ou mudar as caldeiras de calefação que estiverem obsoletas, com o objetivo de economizar energia de qualquer tipo.

O Exército dos EUA é o maior consumidor de combustível do país (com 1,7% do total) e não escapou da alta mundial dos preços.

Em 2005, as Forças Armadas dos EUA utilizaram menos combustível que no ano anterior - 128,3 milhões de barris de petróleo frente a 144,8 em 2004 -, mas pagaram bem mais por ele - US$ 8,8 bilhões frente a US$ 6,7 bilhões do ano anterior -, segundo dados do Centro de Suporte Energético da Defesa.

O consumo não é tão alarmante assim, considerando que entre os veículos militares há verdadeiros devoradores de gasolina, como é o caso do tanque Abrams, que consome quase 4 litros por quilômetro.

Veículos pesados e fortemente armados são os vilões do consumo de combustível, junto com aviões como o bombardeiro B-52.

A maioria deles foi desenhada há décadas, quando o preço da gasolina não era um fator que se levasse tanto em conta.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, alertou sobre a "dependência do petróleo" no último discurso sobre o Estado da Nação em janeiro.

O Departamento de Defesa não teve outra escolha, senão responder ao desafio.

"Estamos conscientes de que devemos reduzir nossa dependência dos combustíveis derivados do petróleo, e que para isso será necessário um esforço coordenado", disse no mês passado o general Michael Moseley, chefe do Estado-Maior da Força Aérea.

O sinal de alerta foi a chegada do furacão Katrina em agosto do ano passado, e depois disso os Estados Unidos tomaram consciência da limitação de seus recursos.

Após o Katrina, o Pentágono ordenou que todas as suas dependências reduzissem o consumo de combustível em 2% a cada ano, de 2006 a 2015, e que aumentassem o uso de energias renováveis em até 7,5% do total em 2013, e até 25% antes de 2020.

Um dos cérebros da estratégia energética do Pentágono, Don Juhasz, falou à EFE sobre algumas das idéias do Exército para atender às mudanças.

Uma das iniciativas apresentadas por Juhasz foi modernizar os sistemas de calefação e refrigeração, para diminuir o desperdício de energia.

Também está prevista a substituição nos veículos dos combustíveis fósseis pelos alternativos.

E não é só o petróleo que faz parte das restrições. No plano de Juhasz, também haverá o combate ao desperdício de água.

A recomendação é que o consumo seja reduzido nas bases, com a substituição dos encanamentos velhos, uso da água da chuva e utilização de água não potável para regar.

A guerra, como afirma publicamente o presidente Bush, também contribuiu para aumentar as faturas.

O combustível será uma das despesas que registrarão maior aumento de custos no orçamento militar no Iraque e no Afeganistão, que será 44% maior este ano do que em 2005, segundo um estudo do Serviço de Pesquisa do Congresso publicado em março.

A quantidade total passará de US$ 6,8 bilhões para US$ 9,8 bilhões mensais, devido às despesas previstas para substituir ou reparar armamentos e veículos.

As autoridades militares parecem ter levado muito a sério a recomendação do uso racional da energia, mas não especificaram se tomarão medidas disciplinares contra o soldado descuidado que deixar os faróis do tanque acesos.

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