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06/04/2006 - 14h57

Vírus mais letal da gripe aviária encontrado em cisne na Escócia

Pedro Alonso Londres, 6 abr (EFE).- A variante mais letal da gripe aviária, a cepa H5N1, foi identificada em um cisne encontrado morto em Fife (Escócia), confirmou hoje o Governo escocês.

"As análises da Agência de Laboratórios Veterinários corroborou que a amostra do cisne achado morto em Fife continha o vírus da gripe aviária altamente patogênico H5N1", afirmou um porta-voz do Executivo escocês.

O cisne, que apareceu morto há oito dias nas águas de um porto da localidade de Cellardyke (Fife), na costa leste da Escócia, constitui o primeiro caso da cepa H5N1 detectada em uma ave silvestre no Reino Unido.

A variante H5N1 é perigosa por seu potencial de mutação que possibilita a transmissão a humanos, mas o Executivo escocês destacou que "não há nenhum motivo de preocupação com a saúde pública", já que o risco para o homem é "extremamente baixo".

Na mesma linha, a Agência de Proteção da Saúde britânica insistiu que a doença se trata de "uma gripe aviária e não de uma gripe humana".

As autoridades estabeleceram uma zona de proteção de três quilômetros de raio e uma área de vigilância de dez quilômetros em Cellardyke, a fim de evitar o movimento de aves. Também se restringiu o transporte de ovos, carnes e produtos derivados.

O veterinário-chefe da Escócia, Charles Milne, disse que cerca de 260 mil frangos foram confinados nas granjas na área de risco, que abrange 2.500 quilômetros quadrados e contém 175 fazendas, registradas com um total de 3,1 milhões de aves.

Milne também indicou que os veterinários estão analisando os corpos de outras 14 aves - 12 cisnes e outras duas espécies não especificadas - para verificar se os animais sofrem de gripe aviária. Mas "não há indicação de que (essas análises) tenham dado positivo".

Embora a Escócia possua uma população estável de cisnes nesta época do ano, o veterinário-chefe disse que "não se pode descartar completamente" que o animal encontrado morto em Fife fosse uma ave migratória.

Apesar de ser a primeira vez que a cepa H5N1 é registrada em um ave silvestre no Reino Unido, o primeiro caso dessa variante do vírus foi detectado em outubro passado em um papagaio importado da América Latina, que morreu durante o período de quarentena.

As autoridades confirmaram que o cisne de Fife estava infectado com o mortífero vírus H5N1, um dia depois do início de testes do Ministério de Assuntos Rurais para verificar o grau de resposta do país ante um possível surto de gripe aviária.

Sobre a descoberta da cepa H5N1 na Escócia, o Sindicato Nacional de Granjeiros britânico (NFU, sigla em inglês) afirmou que é "um fato desagradável, embora certamente não inesperado".

"Os planos de contingência que temos para a gripe aviária foram traçados levando-se em conta que a cepa altamente patogênica H5N1 chegaria ao Reino Unido cedo ou tarde", disse o presidente do NFU, Peter Kendall.

"Preocupa-nos a chegada da doença ao Reino Unido no que concerne à saúde das aves, embora não haja implicações para a saúde pública e os consumidores", disse Kendall, acrescentando que o país está "bem preparado" para enfrentar o problema.

O comitê de emergência nacional do Governo britânico, denominado Cobra, reuniu-se hoje para "revisar os planos de contingência já aplicados" e concluiu que "foram dados passos relevantes" para lidar com a situação, informou um porta-voz oficial.

O vírus H5N1 causou a morte de mais de cem pessoas no Camboja, China, Indonésia, Tailândia, Turquia e Vietnã, áreas os onde as pessoas contaminadas viviam em contato próximo com as aves, algo que não é comum no Reino Unido.

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