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07/04/2006 - 12h56

Diretor-geral da AIEA visitará o Irã na próxima semana

Viena, 7 abr (EFE).- O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohamed El Baradei, visitará o Irã na próxima semana para manter conversas sobre assuntos pendentes na investigação do controvertido programa nuclear do país islâmico, indicou hoje uma fonte do órgão.

Um funcionário da agência nuclear da ONU disse à EFE que El Baradei "não viajará ao Irã para negociar um acordo sobre o caso, mas se trata de uma visita dentro do processo de verificação, que requer contato pessoal com as autoridades iranianas". A fonte disse que a visita de El Baradei dará a Teerã a possibilidade de "entregar informação requerida pelo Conselho de Governadores da AIEA para preencher as lacunas no histórico das atividades nucleares do Irã".

A visita do diretor-geral, que durará "uns poucos dias", ocorre em meio aos preparativos de um novo relatório sobre "o processo do cumprimento do Irã", que El Baradei deve entregar ao Conselho de Segurança da ONU até o fim deste mês.

Os 15 países do órgão máximo das Nações Unidas exigem que o Irã volte a suspender seu programa de enriquecimento de urânio, um material especialmente sensível devido a seu possível duplo uso, militar e civil.

"Frente ao relatório requerido pelo Conselho de Segurança, o diretor-geral (da AIEA) está fazendo um esforço adicional para fazer os iranianos entenderem o que se requer para que suas obrigações internacionais sejam cumpridas", disse a fonte consultada em Viena, onde se encontra a sede da AIEA.

Segundo a mesma fonte, El Baradei "espera obter resultados positivos da visita".

Um grupo de inspetores iniciou hoje no Irã uma nova visita às instalações nucleares do país, no âmbito dos acordos de Salvaguardas do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP).

Segundo tal acordo, o Irã tem direito a produzir urânio enriquecido para fins pacíficos, embora grande parte da comunidade internacional desconfie das intenções dos iranianos devido a seu longo histórico (18 anos) de ocultação de aspectos importantes de seu programa nuclear.

Dependendo do grau de enriquecimento, o urânio enriquecido tem aplicações em reatores nucleares de energia elétrica, mas também pode ser usado na construção de bombas atômicas.

Devido à insistência do Irã em dominar essa tecnologia, Estados Unidos e União Européia suspeitam que Teerã tem intenções militares e não-pacíficas, ao contrário do que afirma o regime dos aiatolás.

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