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08/04/2006 - 14h34

Israel intensifica ofensiva contra o Governo do Hamas

Jerusalém, 8 abr (EFE).- O Exército de Israel dá continuidade ao lançamento de mísseis de artilharia contra o território de Gaza, de onde os palestinos disparam seus foguetes Qassam, depois da morte de oito militantes nas últimas 24 horas.

Dois militantes das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa morreram hoje e um terceiro ficou ferido no norte de Gaza ao serem detectados por radar e atacados por um míssil quando tentavam fugir após lançarem um foguete.

As fontes militares informaram que os novos bombardeios contaram com a participação da artilharia blindada e da Força Naval, que controla o litoral de 30 quilômetros de Gaza no Mar Mediterrâneo.

O primeiro-ministro interino Ehud Olmert e seus colaboradores pretendem aprovar no domingo recomendações de analistas militares, do Ministério de Exteriores e de funcionários do Poder Executivo para tornar mais rígida sua postura em relação ao novo Governo palestino do primeiro-ministro islâmico Ismail Haniyeh, do Hamas.

Haniyeh, seus ministros do Movimento Islâmico e os militantes palestinos da resistência serão alvo de ataques das Forças Armadas de Israel caso estejam envolvidos em ataques terroristas, antecipou hoje a rádio pública israelense.

O Governo reduzirá ao mínimo os contatos com a Autoridade Nacional Palestina (ANP), cujo presidente, Mahmoud Abbas, previu uma guerra nos próximos dez anos se Israel determinar unilateralmente suas futuras fronteiras e anexar parte da Cisjordânia sem uma negociação prévia.

As medidas serão acompanhadas de sanções de ordem econômica, como a suspensão da transferência dos recursos provenientes de impostos cobrados por Israel em nome da Autoridade Nacional Palestina (ANP), no valor de US$ 50 milhões por mês.

Haniyeh, que tem relações tensas com Abbas, líder do movimento Fatah, necessita de US$ 120 milhões para pagar os salários dos funcionários da ANP, e não tem como conseguir esta quantia.

A tensão entre a Presidência de Abbas e o Gabinete Nacional de Haniyeh também se manifesta em graves dissidências de ordem constitucional, como as decisões em relação aos organismos de segurança, controlados pelo Fatah.

O cerco econômico promovido por Israel também foi adotado pelos Estados Unidos e pela União Européia (UE) sob a justificativa de que o Hamas está em suas listas de "organizações terroristas".

Haniyeh e outros dirigentes do Hamas se recusam a reconhecer a legitimidade do Estado judeu e a negociar a paz de acordo com o plano do "Mapa de Caminho", como exigem a UE e Washington.

Neste complexo contexto, a intensificação das operações militares, que podem ser seguidas por uma invasão de Gaza por terra se os palestinos não deixarem de lançar foguetes contra centros urbanos e rurais de Israel, faz parte de um processo que visa asfixiar o Governo do Hamas, que assumiu o poder há dez dias.

As Forças Armadas realizam a "Operação Seta do sul", por enquanto sem sucesso, que tem o objetivo de neutralizar o lançamento de mísseis que podem atingir alvos a até 10 quilômetros, o suficiente para aterrorizar milhares de civis israelenses em 38 localidades nesse raio e ao redor da Faixa de Gaza.

O comandante-em-chefe das Forças Armadas, general do ar Dan Halutz, descarta uma incursão por terra à Faixa de Gaza para afastar os militantes palestinos. O Exército se retirou do território palestino, agora autônomo, em setembro.

Este será um dos problemas mais urgentes para Ehud Olmert, que neste domingo começa a negociar a formação de uma nova coalizão de Governo após as eleições de 28 de março.

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