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11/04/2006 - 07h21

Sarkozy defende a necessidade de flexibilizar economia francesa

Paris, 11 abr (EFE).- O ministro do Interior da França, Nicolas Sarkozy, disse hoje que a flexibilidade pode ser uma oportunidade para a economia francesa e considerou que a insistência no Contrato de Primeiro Emprego (CPE) teria servido aos interesses da "esquerda" e dos "conservadores".

"A França não pode escapar de uma corrente de reformas que outros (países) já fizeram. A flexibilidade pode ser uma oportunidade", disse Sarkozy à emissora "Europe 1", um dia depois de o polêmico CPE ter sido retirado oficialmente após três meses de mobilizações.

Caso o Governo de Dominique de Villepin "tivesse insistido nessa reforma", segundo Sarkozy, teria feito "um grande favor" à esquerda, "pois teria transmitido ao país a sensação de que a esquerda representava um projeto justo".

Ainda de acordo com o "número dois" do Governo francês, a permanência do contrato representaria, além disso "um favor aos conservadores, porque teria associado a idéia de reforma à de precariedade", acrescentou.

Villepin insistiu que a "ruptura" que defende para a França "só será aceita se for percebida como justa".

Sobre Villepin, que saiu muito enfraquecido da crise do CPE, Sarkozy elogiou seu "bom trabalho" à frente do Executivo, que lidera há 11 meses, e lembrou que, desde então, o desemprego só fez cair na França.

Finalmente, Sarkozy considerou que o debate profundo sobre as grandes reformas terá de ser abordado nas eleições presidenciais de 2007, às quais o ministro do Interior será candidato.

Segundo uma pesquisa divulgada hoje, 51% dos franceses confiam em Sarkozy para implementar reformas políticas e sociais, contra os 21% que apostam em Villepin.

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