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12/04/2006 - 16h16

Explosão mata 12 pessoas e aumenta tensão no Sri Lanka

Champika Liyanarachi Colombo, 12 abr (EFE).- A situação se complica ainda mais no Sri Lanka com a morte de 12 pessoas após a explosão de uma bomba em um mercado da região controlada pela guerrilha tâmil, episódio que aumenta para 33 o número de vítimas fatais até agora na semana atual.

Doze pessoas, entre elas um soldado, morreram hoje e mais de 20 ficaram feridas em razão da detonação de uma bomba em um mercado de Tricomalee (leste do país), cidade onde dois policiais perderam a vida um pouco antes após a explosão de uma mina, informaram fontes policiais.

Os dois atentados desencadearam a ira da população, que deu início a tumultos na cidade portuária. Assim, a Polícia teve que declarar o toque de recolher.

"Agora a situação está sob controle, graças ao toque de recolher na cidade. No entanto, estamos muito preocupados com a possibilidade da violência se espalhar para outras partes do país", disse à EFE a porta-voz da missão mediadora do processo de paz no Sri Lanka, Helen Olafsdottir.

Olafsdottir disse que grupos incendiaram lojas de tâmeis com o objetivo de iniciar enfrentamentos étnicos e de vingar os ataques, supostamente realizados pelos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE).

Os mediadores pedem ao Governo de Mahinda Rajapakse e à liderança dos Tigres Tâmeis que "usem sua influência para acalmarem a suas comunidades e para evitarem uma maior escalada" de violência.

A bomba que explodiu hoje no mercado estava em uma bicicleta e danificou muitas lojas, que estavam cheias de pessoas que faziam as últimas compras para o Ano Novo cingalês e tâmil, festa comemorada na próxima sexta.

"O episódio aconteceu às 7h de Brasília", disseram fontes policiais.

Além disso, dois militares ficaram feridos em outro ataque hoje ao serem baleados por um suposto guerrilheiro tâmil no distrito de Batticaloa (leste), informam as forças de segurança.

Pelo menos 33 pessoas morreram na semana atual, sendo a maior parte delas policiais e soldados, por causa da violência nas áreas controladas pela guerrilha tâmil na ilha.

Para as autoridades cingalesas, os Tigres Tâmeis são os responsáveis pelos últimos atentados. Entretanto, o grupo nega qualquer ligação com os ataques, declarou Helen Olafsdottir.

Amanhã, a missão mediadora se reunirá com representantes dos LTTE para averiguar se são realmente os responsáveis pelos últimos atentados.

Além disso, Olafsdottir admitiu que "a situação é desalentadora diante das negociações para o cessar-fogo em Genebra", previstas para o dia 19 entre o Governo cingalês e a guerrilha tâmil.

Por outro lado, os Estados Unidos condenaram hoje os ataques da guerrilha tâmil e expressou seu apoio às famílias das vítimas.

"Os EUA pedem aos LTTE que parem com os ataques violentos, que retornem às negociações para o cessar-fogo e busquem uma solução política para o conflito. Elogiamos a moderação do Governo diante das provocações", diz o comunicado.

O Governo cingalês acusa a guerrilha de cometer atentados como forma de pressão, enquanto os líderes tâmeis ainda não sabem se comparecerão ao encontro em Genebra da próxima semana.

Os LTTE iniciaram em 1983 um movimento contra as autoridades cingalesas para exigir a criação de um estado para a etnia tâmil, minoritária no país, mas majoritária no norte e no leste da ilha.

Cerca de 65 mil pessoas morreram na guerra civil no Sri Lanka até o início do cessar-fogo em fevereiro de 2002, que perdurou até agora.

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