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13/04/2006 - 05h52

EUA criticam postura norte-coreana sobre contencioso nuclear

Seul, 13 abr (EFE).- O subsecretário de Estado americano, Christopher Hill, representante máximo dos EUA nos diálogos com a Coréia do Norte em relação à questão nuclear, criticou hoje Pyongyang por sua postura inflexível e seu boicote a essa negociação a seis partes.

Hill chegou nesta quarta-feira à noite a Seul para uma visita de três dias após ter participado em Tóquio, na segunda e na terça-feira, de uma conferência acadêmica sobre segurança no Nordeste da Ásia à qual também estiveram presentes os representantes máximos das duas Coréias, Japão, China e Rússia nessas conversas a seis partes.

Segundo a agência de notícias "Yonhap", o emissário americano manifestou seu descontentamento diante da postura da Coréia do Norte durante a conferência de Tóquio, devido à insistência de Pyongyang em estabelecer condições prévias para retomar os diálogos sobre seu programa nuclear.

"Deixei claro a eles que estamos prontos (para negociar) e que dispomos de algumas idéias a serem discutidas quando possamos nos reunir", disse Hill em Seul, antes de encontrar-se com o vice-ministro de Exteriores da Coréia do Sul, Yu Myung-hwan.

No entanto, segundo acrescentou, os representantes da Coréia do Norte só queriam discutir com os EUA, em Tóquio, as sanções impostas a várias instituições financeiras norte-coreanas.

O representante de Pyongyang nas conversas a seis partes, o vice-ministro de Assuntos Exteriores Kim Kye-gwan, reiterou hoje na capital japonesa, onde permanecerá até amanhã, que seu país só voltará à mesa de diálogo com seus cinco interlocutores quando os EUA retirarem essas sanções.

Inclusive, disse Kye-gwan, "não é tão ruim que tenha havido um atrasado no reatamento das negociações", pois enquanto isso a Coréia do Norte "pode reforçar seu poder de dissuasão", segundo citou a agência de notícias japonesa "Kyodo".

Kim também advertiu que seu país, aproveitando a ausência de diálogo, reforçará seu poder de dissuasão militar, e argumentou que as pressões dos EUA sobre a Coréia do Norte tornam "impossível" um compromisso.

Apesar dos vários encontros bilaterais e trilaterais realizados nos últimos dias durante esse fórum extra-oficial, não houve nenhum avanço rumo à retomada do diálogo multilateral, que foi interrompido em sua quinta rodada, em novembro.

Na ocasião, a Coréia do Norte afirmou que não voltaria a sentar-se à mesa de negociações se os EUA não retirassem antes as sanções impostas a um banco de Macau e a várias instituições financeiras norte-coreanas por suposta lavagem de dinheiro e falsificação de dólares destinados à compra de componentes para armamentos.

Segundo Hill argumentou hoje em Seul, tais sanções são simplesmente "esforços para proteger o sistema bancário dos Estados Unidos", embora não o diplomata não tenha descartado abordar o assunto com a Coréia do Norte caso sejam reiniciadas as conversas sobre seu programa nuclear.

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