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15/04/2006 - 19h58

Papa diz que Jesus, por amor, tirou caráter definitivo da morte

Cidade do Vaticano, 15 abr (EFE).- O Papa Bento XVI disse hoje que a morte de Jesus foi um "ato de amor" que "destruiu o caráter definitivo da morte", durante a homilia da Vigília Pascal celebrada na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Um dos ritos mais antigos da liturgia católica, a vigília marca a ressurreição de Cristo, que inaugurou uma "nova dimensão do ser, da vida, na qual também foi integrada a matéria, de maneira transformada e através da qual surge um novo mundo", explicou o religioso.

Cristo "pôde se deixar matar por amor, mas justamente assim destruiu o caráter definitivo da morte, porque nele estava presente o caráter eterno da vida", disse o papa.

Joseph Ratzinger afirmou ainda que a ressurreição não é "um milagre qualquer do passado", mas "um salto qualitativo na história da 'evolução', e da vida em geral, para uma nova vida futura, para um mundo novo".

O papa acrescentou que o sacramento do batismo é "morte e ressurreição, renascimento, transformação em vida nova". Bento XVI citou as palavras de São Paulo para explicar o batismo: "eu vivo, mas não sou eu, é Cristo que vive em mim", explicando que esta é a fórmula da existência cristã e da ressurreição no tempo.

"Se vivemos deste modo, transformamos o mundo. É a fórmula de contraste com todas as ideologias da violência e o programa que se opõe à corrupção e às aspirações do poder e do possuir", disse Ratzinger.

Na Páscoa, "nos alegramos porque Cristo não ficou no sepulcro, seu corpo não conheceu a corrupção; pertence ao mundo dos vivos, não ao dos mortos", comemorou Bento XVI.

O papa destacou que "a mera indestrutibilidade da alma, por si só, não poderia dar sentido a uma vida eterna, não poderia torná-la uma vida verdadeira. A vida nos chega do ser amado por aquele que é vida".

A Vigília Pascal é celebrada na noite de Sábado de Aleluia, que Santo Agostinho chamou de "mãe de todas as vigílias", em referência à espera pela ressurreição de Jesus Cristo.

De acordo com a tradição, o rito começa no átrio da basílica com a bênção do fogo novo e o acendimento do Círio Pascal, símbolo de Cristo, "Luz do Mundo".

Ratzinger recitou em latim: "Cristo ontem e hoje, princípio e fim, alfa e ômega. A ele pertencem o tempo e os séculos, a glória e o poder pelos séculos dos séculos".

Depois começou a procissão em direção ao altar maior, em meio à total escuridão no templo. A basílica foi iluminada aos poucos pelas velas das milhares de pessoas que lotavam o lugar e que foram acesas uma a uma com a chama vinda do Círio Pascal.

Quando o fogo chegou ao altar, as luzes foram acesas e começou o canto do Exultet, um resumo da história da salvação.

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