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17/04/2006 - 15h36

Morales diz que luta por independência da Bolívia continua

La Paz, 17 abr (EFE).- O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje que a luta pela independência de seu país continua, pois não pode haver uma nação com "tanta riqueza, mas também com semelhantes exploradores internos e externos".

Morales fez esta afirmação durante um discurso na prefeitura da cidade de Tarija, no sul do país, por ocasião do 189º aniversário da batalha de "La Tablada", travada em 1817 na região contra tropas espanholas durante a guerra independentista boliviana.

O presidente boliviano acrescentou que a nova independência chegará com a Assembléia Constituinte, que deve ser implantada em 6 de agosto e para a qual 255 membros serão eleitos em 2 de julho, por isso pediu a "todo o povo" que participe do processo.

"O povo deve se transformar em constituinte para encontrar a verdadeira independência do nosso país. Esta é uma luta pela independência, pela libertação de nosso país. Queremos de verdade voltar a fundar nossa Bolívia", disse Morales.

Segundo sua opinião, essa eleição será a mais importante de todos os pleitos já realizados na vida republicana do país, iniciada em 1825.

Morales ressaltou que os povos indígenas participaram da luta pela independência nessa época, "mas não fundaram a Bolívia".

"Eles não fundaram a Bolívia legal e constitucionalmente, pois pedem que se volte a fundar a Bolívia (...) para acabar com a discriminação, com o desprezo a que fomos submetidos em muitos departamentos, especialmente nas cidades", disse o presidente.

Morales, um índio aimara, chegou à Presidência da Bolívia ao vencer as eleições de dezembro passado com um apoio popular de 53,7% nas urnas.

Em seu discurso, Morales acrescentou que o país foi "esquartejado" pelas políticas neoliberais "de leilão e privatizações" em um "estado colonial" que será alterado na Assembléia Constituinte.

Morales pediu à população que votem nos candidatos que, mesmo que não sejam governistas, "pensem nas maiorias nacionais" e não tenham "atitudes sectárias ou separatistas" ou busquem atentar contra a união nacional.

O presidente boliviano também ratificou a aposta de seu Governo pelas autonomias, uma reforma reivindicada no departamento de Tarija, onde estão localizados 85% dos 48,7 trilhões de pés cúbicos que a Bolívia possui em reservas de gás natural.

Os bolivianos votarão em um referendo convocado também para 2 de julho, junto com a eleição dos constituintes, sobre a conveniência de um regime autônomo.

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