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18/04/2006 - 14h13

Haniyeh responsabiliza ocupação israelense por onda de violência

Gaza, 18 abr (EFE).- A ocupação israelense é a responsável do aumento da violência nos territórios palestinos, afirmou hoje o primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, depois do atentado de segunda-feira em que um suicida palestino matou dez pessoas e feriu dezenas em Tel Aviv.

"A ocupação israelense é responsável pelo aumento da violência nos territórios palestinos", disse Haniyeh.

Segundo o dirigente do Hamas, "alcançar a paz e a segurança nos territórios depende do fim da ocupação israelense e de conceder aos palestinos seus direitos".

Além disso, Haniyeh indicou que "há indícios de que Israel aumentará suas agressões contra o povo palestino".

O primeiro-ministro fez estas declarações na reunião de seu Governo, realizada por videoconferência entre Gaza e Cisjordânia, já que Israel proíbe os ministros palestinos de circularem entre os dois territórios.

Haniyeh lembrou que há mais de oito mil palestinos em prisões israelenses, onde são "vítimas de agressões", e pediu às organizações de direitos humanos que se esforcem para aliviar seu sofrimento.

Além disso, elogiou o Irã e o Catar por terem se comprometido a doar fundos de emergência para o Governo do Hamas, que está à beira da falência depois que a União Européia e os EUA suspenderam as ajudas financeiras à Autoridade Nacional Palestina (ANP).

Enquanto isso, dois grupos armados palestinos exigiram hoje que o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, peça desculpas por ter tachado o atentado suicida de segunda-feira de "vil".

Trata-se de membros das Brigadas dos Mártires de Al-Aqsa, do movimento Fatah, e dos Comitês de Resistência Popular, que concederam hoje uma entrevista coletiva conjunta na Cidade de Gaza, em que afirmaram que a condenação de Abbas representa uma "afronta ao sangue dos mártires".

"A operação de martírio em Tel Aviv foi uma ação heróica da qual todo palestino está orgulhoso", disseram.

"Nós nos perguntamos quem se beneficia ao chamar a resistência de vil. Nós devemos nos manter calados diante dos crimes de Israel?", afirmou Abu Muhayid, um dos porta-vozes.

As forças de segurança palestinas informaram que o Exército israelense deteve 23 palestinos esta madrugada após o atentado de ontem, entre eles o pai e dois amigos do suicida, Sami Hamad, de 20 anos.

Por outro lado, as autoridades israelenses decidiram revogar as permissões de residência dos deputados do Hamas de Jerusalém Oriental, já que consideram o movimento islâmico o responsável pelo atentado.

Um porta-voz do Hamas afirmou ontem que o atentado suicida é "parte do direito legítimo dos palestinos à autodefesa".

O deputado árabe-árabe israelense Ahmed Tibi exigiu que o Governo israelense suspenda essa decisão, a primeira tomada pelo Governo israelense em represália ao ataque de ontem.

Tibi afirmou que "não se deve negar a cidadania ou residência a ninguém por suas crenças ou afiliação política".

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