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19/04/2006 - 16h28

Comércio e Irã estão na pauta da reunião entre Bush e Hu Jintao

Macarena Vidal Washington, 19 abr (EFE).- O chefe de Estado chinês, Hu Jintao, chega vai se reunir amanhã, quinta-feira, com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, numa tentativa de superar as dificuldades no comércio entre os dois países e chegar mais perto de um consenso sobre o programa nuclear iraniano.

No segundo dia de sua visita aos EUA, que vai até sexta-feira, Hu visitou hoje uma linha de montagem da Boeing, em Seattle, no estado de Washington. Ele ouviu explicações sobre o novo modelo que está sendo preparado pela empresa, o 787.

Na noite de terça-feira, o presidente chinês jantou com 100 líderes políticos e empresariais na mansão do fundador da Microsoft e homem mais rico do mundo, Bill Gates, em Seattle. Durante o jantar, ele ressaltou a importância dos laços entre os EUA e a China.

"Hoje, muitos cargueiros cruzam o oceano Pacífico, carregados com o fruto de nossos sólidos laços comerciais e da amizade entre nossos povos", disse.

Segundo o presidente chinês, "à medida que as reformas e a abertura na China se aprofundarem, as perspectivas de cooperação econômica e comércio serão ainda mais amplas".

O discurso parecia uma tentativa de acalmar as queixas de empresários, congressistas e do próprio Governo dos EUA em relação às trocas entre os dois países.

O prato chinês na balança comercial está bem mais pesado. O déficit comercial dos EUA com a China chega a US$ 202 bilhões, mais do que com qualquer país.

Washington quer que Pequim abra seu mercado aos produtos americanos. A outra queixa é de que a moeda chinesa, o iuane, está desvalorizada em relação ao dólar, deixando as exportações chinesas artificialmente atraentes.

O Governo dos EUA pede uma valorização do iuane. A China admite a intenção de atender à reivindicação. Mas, para o número dois do Departamento de Estado americano, Robert Zoellick, o processo está sendo "dolorosamente lento".

Bush informou que as questões econômicas e comerciais ocuparão boa parte da reunião. Além disso, o presidente americano quer convencer Hu a adotar uma posição mais próxima da americana em questões como o programa nuclear iraniano.

Os EUA querem que o Conselho de Segurança da ONU imponha sanções contra o Irã, por considerar que o programa nuclear iraniano viola as convenções internacionais e tem fins militares. A China, que também é um membro permanente do Conselho de Segurança, é mais reticente. Na terça-feira, uma reunião em Moscou entre representantes dos membros permanentes do Conselho e mais a Alemanha não conseguiu chegar a um acordo sobre o caso. Um porta-voz de Hu afirmou que a postura chinesa será de "continuar trabalhando para uma solução pacífica".

No discurso aos dirigentes empresariais e políticos, o presidente da China ressaltou que os dois países "compartilham interesses estratégicos comuns, como a manutenção da paz, a promoção do crescimento econômico global, a luta contra o terrorismo e contra a proliferação de armas de destruição em massa".

Bush e Hu vão discutir também o programa nuclear da Coréia do Norte, a pirataria comercial e os direitos humanos na China.

O presidente da China será recebido na Casa Branca com uma salva de 21 tiros de canhão e vai assistir a um show de "blue grass". Mas resta uma polêmica: para a China, a viagem de Hu é uma visita de Estado; para os EUA, uma mera visita "de trabalho".

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