UOL Notícias Notícias
 

20/04/2006 - 14h13

Dados básicos e evolução política no Haiti

Porto Príncipe, 20 abr (EFE).- Diante da realização do segundo turno das eleições legislativas no Haiti, segue alguns dados sobre o país e sua evolução política.

SITUAÇÃO: A República do Haiti ocupa o terço ocidental da ilha caribenha de Hispaniola, que divide com a República Dominicana.

SUPERFÍCIE: 27.750 quilômetros quadrados.

POPULAÇÃO: 8,6 milhões de habitantes (2004).

GRUPOS ÉTNICOS: negros (95%) e mulatos (5%).

CAPITAL: Porto Príncipe (2,2 milhões de habitantes).

LÍNGUA: Francês e creole. Taxa de Alfabetização: 42%.

RELIGIÃO: 68,8% da população se declara católica (dos quais 80% praticam o vudu) e outros 24,1% são protestantes.

FORMA DE GOVERNO: O poder Executivo é exercido pelo presidente da República - eleito por voto universal para um mandato de cinco anos e sem possibilidade de reeleição imediata - e por um gabinete liderado pelo primeiro-ministro.

Depois que o presidente Jean-Bertrand Aristide deixou o país em 29 de fevereiro de 2004, o cargo foi assumido provisoriamente por Boniface Alexandre, até então juiz do Tribunal Supremo.

O Legislativo fica a cargo da Câmara dos Deputados e do Senado.

Os deputados são escolhidos para um mandato de quatro anos e os senadores para seis anos, mas com renovação de um terço das cadeiras a cada dois anos.

O Poder Judiciário é exercido pela Corte de Cassação (juízes escolhidos para gestões de dez anos), Cortes civis e juizados departamentais.

A Constituição em vigor foi aprovada em plebiscito, em março de 1987.

ECONOMIA: Sua moeda é o gourde (1 euro = 50 gourdes, em janeiro de 2006). O PIB em 2004 foi de US$ 3,4 bilhões e o PIB per capita, de US$ 390.

A dívida externa total em abril de 2004 era de US$ 1,298 bilhão.

Suas exportações em 2003 chegaram a US$ 368 milhões. Já as importações foram de US$ 1,355 bilhão.

A metade do orçamento vem de financiamento internacional. A taxa de desemprego oscilava entre 60% e 70% em 2003.

HISTÓRIA: A ilha de Quisqueya foi descoberta por Colombo em 1492 e batizada como La Hispaniola.

Foi colônia francesa de 1697 até janeiro de 1804, quando se tornou o primeiro país independente da América Latina e Caribe.

Após o assassinato do ditador Guillaume Sam, em 1915, os Estados Unidos ocuparam o país até 1934. Entre 1957 e 1971, o poder esteve nas mãos do ditador François Duvalier (Papa Doc), com o apoio de sua repressiva Polícia "Tonton Macoutes". Ele foi sucedido por seu filho, Jean-Claude Duvalier, até fevereiro de 1986, quando este fugiu do país.

Após a saída de Duvalier, começou um processo de transição que levou à aprovação da Constituição em março de 1987. As primeiras eleições democráticas em três décadas aconteceram em janeiro de 1988, em um clima de violência, e deram a Presidência a Leslie Manigat, que governou por menos de seis meses.

Houve dois golpes de Estado sucessivos até que novas eleições, em dezembro de 1990, levaram Aristide à Presidência.

Obrigado a se exilar após o golpe no ano seguinte do general Raoul Cédras, Aristide - apoiado pelos EUA, pela ONU e pela Organização dos Estados Americanos - recuperou o poder em outubro de 1994, voltando a Porto Príncipe sob a proteção de 20 mil soldados americanos.

Em 1995, o candidato governista René Préval venceu em eleições denunciadas pela oposição e substituiu Aristide, que voltou à Presidência cinco anos depois.

Uma onda de violência e insegurança foi se tomando conta do país.

No início de 2002, os Estados Unidos e o Banco Interamericano de Desenvolvimento se somaram ao bloqueio econômico.

EVOLUÇÃO POLÍTICA RECENTE: O assassinato, no fim de setembro de 2003, do líder paramilitar Amiot Métayer, contrário a Aristide, foi o estopim de uma nova e mais forte onda de violência. Os distúrbios dos seis meses seguintes deixaram mais de 50 mortos.

A perda de confiança da comunidade internacional em Aristide e o avanço da revolta em direção a Porto Príncipe obrigaram o presidente a abandonar o país em 29 de fevereiro de 2004. Foi substituído como chefe de Estado interino pelo presidente da Corte Suprema, Boniface Alexandre. Em 9 de março, um "conselho de sábios" elegeu como primeiro-ministro provisório o ex-ministro de Exteriores Gérard Latortue.

O Conselho de Segurança da ONU criou, em 30 de abril de 2004, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah), formada por 6.700 soldados de mais de 20 países e 1.600 policiais.

No mesmo ano, a fortes chuvas de maio e a passagem da tempestade tropical Jeanne, em setembro, deixaram milhares de vítimas.

No final de janeiro de 2005, o Conselho Eleitoral Provisório marcou as eleições municipais, legislativas e presidenciais. As eleições foram adiadas quatro vezes, em meio à crescente violência em todo o país. Finalmente, foram realizadas em 7 de fevereiro de 2006.

Concorreram as coalizões Aliança Democrática, de Evans Paul, que contava com o apoio de 30 partidos e organizações civis, e Lepswa (Esperança), comandada pelo ex-presidente Préval, que foi o vencedor das presidenciais.

No primeiro turno das eleições parlamentares realizadas nessa mesma data, apenas dois dos milhares de candidatos conseguiram votos para ocupar uma das 127 cadeiras do Parlamento (30 do Senado e 97 da Câmara dos Deputados).

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    11h39

    -0,27
    3,267
    Outras moedas
  • Bovespa

    11h48

    1,48
    62.588,07
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host