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20/04/2006 - 18h40

OEA insiste que Bolívia deve negociar diretamente com o Chile

Juan Carlos Zambrana La Paz, 20 abr (EFE).- O secretário-geral da OEA, o chileno José Miguel Insulza, disse hoje ao presidente boliviano, Evo Morales, que a entidade não vai interferir na negociação da Bolívia com o Chile por uma saída para o Pacífico.

"O papel da OEA não é de intermediar nem fazer propostas, e sim de acompanhar os países irmãos na tentativa de resolver seus problemas", disse Insulza, ao fim de uma reunião de quase três horas com o presidente boliviano no Palácio Quemado de La Paz.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) fez uma visita oficial à Bolívia, em que conversou com Morales sobre a reivindicação boliviana e sobre o pedido de cooperação técnica para o processo de eleição e instalação da Assembléia Constituinte no país.

Morales confirmou que decidiu tomar o caminho do diálogo direto com a presidente chilena, Michelle Bachelet. Mas ressaltou que, caso o caminho não dê resultado, vai apelar à comunidade internacional.

O presidente boliviano destacou a posição "quase oficial" do chanceler chileno, Alejandro Foxley, que, em Santiago, está "estudando a possibilidade" de a Bolívia recuperar uma saída soberana para o Pacífico.

"Vamos ter reuniões, mas é importante a participação da comunidade internacional para acompanhar o processo", insistiu Morales. Ele também destacou "o papel da OEA no cumprimento das resoluções" aprovadas pela Assembléia Geral.

O Chefe de Estado reafirmou a sua "esperança" em "avanços". Ele conta com as coincidências com Bachelet. Ambos são socialistas e, conforme fez questão de observar, pertencem a setores discriminados: as mulheres e os indígenas.

O pedido para que a OEA participe da discussão, no entanto, só foi aceito por Insulza porque representa uma possibilidade de "acompanhar" a aproximação entre as duas nações.

O secretário-geral declarou que o conflito é "de interesse hemisférico", de acordo com as resoluções da Assembléia Geral, mas deve ser resolvido num diálogo direto entre as partes interessadas.

"A OEA está sempre disposta a estimular o diálogo entre os países-membros para fortalecer a paz, o entendimento, a integração e a solução de controvérsias", disse Insulza.

Ele afirmou que "cada país precisa do outro e os dois devem caminhar juntos, de maneira firme e harmoniosa", e por isso é preciso reiniciar os diálogos.

Segundo Insulza, a chegada de novos Governos em ambos os países, a existência de boa vontade política, a disposição para conversar e a convicção dos líderes são elementos suficientes para "passar ao diálogo direto", que "a OEA vai acompanhar com muito entusiasmo e interesse".

O secretário-geral da OEA assinou com o chanceler boliviano, David Choquehuanca, um compromisso de assistência técnica para a preparação da Assembléia Constituinte, que será eleita em 2 de julho.

A Bolívia vai receberá ajuda da entidade para o registro de seus cidadãos residentes no exterior, para que possam votar no plebiscito que deve aprovar a nova Constituição, provavelmente em 2007.

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