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21/04/2006 - 20h18

Líbano exige que Síria delimite fronteiras e envie embaixador

Nações Unidas, 21 abr (EFE).- O primeiro-ministro do Líbano, Fouad Siniora, exigiu hoje que a Síria demarque a sua fronteira e estabeleça uma representação diplomática em Beirute, dois passos fundamentais para normalizar as relações entre os dois países.

Siniora participou de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU. Na próxima semana, o órgão vai debater um relatório sobre o cumprimento da resolução 1559, apresentado pelo seu enviado especial, Terje Roed-Larsen.

A resolução, aprovada em setembro de 2004, exigia que a Síria retirasse suas tropas e serviços secretos do Líbano. O Governo libanês deveria, em troca, desarmar todas as milícias, entre elas o Hisbolá, e impor a autoridade em todo o país.

Em seu discurso, o chefe de Governo libanês ressaltou que as duas reivindicações foram propostas de forma unânime no processo de Diálogo Nacional entre os partidos políticos libaneses, que começou em março.

"As relações entre os dois países são um grande desafio. Não é fácil cicatrizar as feridas abertas pelos dramáticos eventos dos últimos 19 meses e pela forte interferência dos serviços de segurança sírios, durante anos, nos assuntos libaneses", queixou-se Siniora.

Para ele, a demarcação das fronteiras, inclusive da área das Fazendas de Chebaa, e a normalização das relações diplomáticas seriam uma indicação de que "a Síria começa a aceitar a idéia de que as relações com um Líbano independente são possíveis".

O embaixador da Síria na ONU, Milad Atieh, reafirmou o respeito à soberania e independência do Líbano. Mas lamentou que certos setores libaneses tentem prejudicar as boas relações.

"Achamos que não existe nenhum problema para iniciar a demarcação. Mas na área das Fazendas de Chebaa será preciso esperar o fim da ocupação estrangeira", declarou.

O ministro sírio admitiu o intercâmbio de embaixadores, "se houver um desejo mútuo".

As Fazendas de Chebaa são o único território que Israel não abandonou em maio de 2000, quando se retirou do sul do Líbano, após 22 anos de ocupação.

A ONU considera a área de Chebaa território sírio. O Líbano reivindica a região. E a Síria, apesar de admitir a cessão das terras, não apresenta os documentos justificariam a pretensão libanesa.

Siniora pediu ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que estude com seus assessores legais quais são os pré-requisitos para autenticar as Fazendas de Chebaa como território libanês.

A intenção, disse, é que os dois Governos levem seu acordo às Nações Unidas.

As Fazendas de Chebaa, ocupadas por Israel, continuam sendo um argumento para as milícias xiitas Hisbolá continuarem sua resistência e não entregarem as armas.

Siniora ressaltou que, para o Governo libanês, o Hisbolá é um partido político, com representação no Executivo e no Parlamento.

Ele destacou o papel do movimento na luta para que Israel se retirasse do sul do Líbano.

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