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23/04/2006 - 19h13

Hungria reelege primeiro Governo após queda do comunismo

Marcelo Nagy Budapeste, 23 abr (EFE).- O Partido Socialista da Hungria (MSZP), do primeiro-ministro, Ferenc Gyurcsány, venceu as eleições legislativas realizadas hoje e em 9 de abril e obteve 190 das 386 cadeiras parlamentares, tornando-se o primeiro Governo reeleito na Hungria desde a queda do comunismo em 1990.

Com a apuração de 98,26% dos votos, a atual coalizão do Governo obteve o total de 210 cadeiras, já que a aliada Aliança de Democratas Livres (SZDSZ) conseguiu 20 cadeiras, segundo os dados do Escritório Nacional de Eleições.

O partido opositor Fidesz, do ex-chefe de Governo Viktor Orban, principal rival de Gyurcsány, obteve 164 cadeiras, seguido pelo Fórum Democrático (MDF), com 11, e por um candidato independente que obteve uma cadeira.

Em relação às eleições anteriores, os socialistas aumentaram sua representação parlamentar em 12 cadeiras, os liberais mantiveram o mesmo número, o Fidesz perdeu quatro e o MDF ganhou duas.

Segundo um porta-voz do Escritório Nacional de Eleições, "os resultados finais da apuração só serão divulgados na segunda-feira", devido à repetição da contagem dos votos por diferentes motivos em várias zonas eleitorais.

"Com esta vitória, assumimos a responsabilidade de fazer com que toda a Hungria vença", disse Gyurcsány a seus simpatizantes na sede de seu partido.

O primeiro-ministro acrescentou que a vitória "também significa novas tarefas" e que governará "nesta linha".

A Hungria possui um déficit que no final de 2005 chegou a 6,1% e uma dívida externa de 60%, que tende a aumentar, e necessita fazer ajustes econômicos para estar em condições de ingressar na zona do euro até 2010.

Viktor Orban, líder do Fidesz, reconheceu a derrota e disse foi "informado dos resultados das eleições e as conclusões são que os que não podem cooperar perdem". "Parabenizamos nossos adversários", disse Orban à emissora "TV2".

Orban se referia ao fato de que socialistas e liberais fizeram uma aliança para o segundo turno, enquanto que o Fidesz não obteve o apoio do MDF.

É a primeira vez que os húngaros reelegem um Governo desde a queda do comunismo em 1990. Nas quatro eleições legislativas anteriores, os húngaros optaram sempre pela mudança de Executivo.

Segundo dados do escritório eleitoral, dos mais de cinco milhões de cidadãos convocados para o segundo turno, nas primeiras eleições desde que a Hungria ingressou na União Européia (UE), em 2004, 64,3% exerceram seu direito ao voto.

Mesmo que isso não influencie na composição final do Parlamento, os resultados oficiais definitivos das eleições não são esperados antes do final da semana que vem, devido à apuração dos votos de mais de 5 mil cidadãos que moram no exterior.

Através de um complicado sistema eleitoral, os húngaros elegem a formação do Parlamento em circunscrições individuais, onde são eleitos 176 representantes parlamentares, enquanto as cadeiras restantes são divididas com base nos votos emitidos em listas regionais e nacionais, chamadas também de "compensação".

O primeiro-ministro é nomeado pelo presidente da República, após negociar com os partidos e levando em conta os resultados das alianças de partidos.

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