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24/04/2006 - 14h33

Lula vai discutir integração com Uribe, Kirchner e Chávez

Brasília, 24 abr (EFE).- A integração sul-americana será o tema principal das conversas de Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e o da Argentina, Néstor Kirchner, amanhã, além do venezuelano Hugo Chávez, na quarta-feira.

Na semana passada, a Venezuela anunciou sua decisão de sair da Comunidade Andina (CAN), que ajudou a fundar. O rompimento jogou lenha na fogueira do processo de integração.

A CAN é formada também por Colômbia, Equador, Peru e Bolívia. Os quatro, ao lado dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) estão comprometidos com a nascente Comunidade Sul-Americana de Nações.

Segundo fontes oficiais, Lula vai receber Uribe em Brasília para discutir a integração e também assuntos bilaterais, como a construção de uma série de obras de infra-estrutura de interesse dos dois países. Um dos projetos é uma estrada ligando a Amazônia ao litoral do Pacífico, utilizando o rio Putumayo como alternativa para a saída das exportações brasileiras.

Após o encontro com Uribe, em Brasília, Lula vai a São Paulo, onde está marcada uma reunião com Kirchner, à noite. Será uma continuação do encontro entre os dois na cidade argentina de Puerto Iguazú, em novembro, e da visita oficial do presidente argentino ao Brasil, em janeiro.

Lula e Kirchner deverão analisar a crise entre Argentina e Uruguai por causa das fábricas de celulose que estão sendo construídas na cidade uruguaia de Fray Bentos. Brasil e Paraguai defendem que o conflito seja resolvido no âmbito do Mercosul.

Na quarta-feira, Chávez deverá chegar a São Paulo para se encontrar com Lula e Kirchner. Um dos principais temas da conversa entre os três será a possível construção do Gasoduto do Sul, uma obra gigantesca proposta pelo líder venezuelano.

O gasoduto, segundo o projeto apresentado, sairia da cidade venezuelana de Puerto Ordaz e atravessaria o Brasil para chegar ao norte da Argentina. Pelos cálculos iniciais, os 12 mil quilômetros da obra teriam um custo próximo aos US$ 20 bilhões.

Na quinta-feira, Chávez esteve em Curitiba, onde confirmou a decisão de seu Governo de sair da CAN. Antes de voltar para Caracas, passou por Brasília e se reuniu com Lula. Segundo o ministro de Informação venezuelano, William Lara, eles debateram a "nova integração" defendida por Chávez.

Em Curitiba, o presidente venezuelano justificou sua decisão de romper com a CAN. Para ele, a comunidade representa um modelo integrador "neoliberal", "fracassado" e oposto ao que ele pretende.

O modelo de Chávez dá mais ênfase aos planos social e político que ao comercial.

Chávez acrescentou que a Venezuela agora aposta no Mercosul. O país já iniciou um processo de incorporação ao bloco como membro pleno, mesmo achando que ele também precisa ser "reformulado".

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