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27/04/2006 - 14h09

Ministros da Otan se reúnem para discutir crise iraniana

Sófia, 27 abr (EFE).- O secretário-geral da Otan, Jaap de Hoop Scheffer, inaugurou hoje em Sófia uma reunião informal de ministros de Exteriores da organização para discutir a crise sobre o programa nuclear iraniano.

Paralelamente a essa reunião de dois dias, será realizado esta noite um jantar informal entre os 32 ministros dos países da Otan e da União Européia, uma fórmula lançada há oito meses e que permite aos representantes debater o atual cenário internacional sem uma agenda.

De Hoop Scheffer disse que a questão iraniana será debatida no jantar, mas lembrou que a Otan não tem a única palavra neste caso.

Na sexta-feira expira o prazo dado pelo Conselho de Segurança da ONU ao Irã para que suspenda suas atividades de enriquecimento de urânio, que servem para produzir energia, mas podem ser usadas para a fabricação de bombas atômicas.

Os 26 ministros da Otan debaterão hoje e amanhã a agenda política da cúpula de Riga de novembro deste ano, em que será dado "um sinal" aos países que querem entrar na organização: Macedônia, Albânia, Croácia, Geórgia e Ucrânia.

No entanto, não se espera um convite para o ingresso de qualquer destes países antes de uma cúpula prevista para primeiro semestre de 2008, que estará centrada na ampliação, segundo fontes da Otan.

"A Otan deve estender suas asas porque a comunidade internacional recorre cada vez mais à Otan", declarou hoje De Hoop Scheffer, que ressaltou a importância de estreitar laços com países afines, muitos dos quais já participam de missões aliadas.

Os ministros também discutirão uma iniciativa anglo-americana de estruturar as relações da Otan com países de fora da região euro-atlântica, como a Nova Zelândia e a Austrália, que participam de operações da Otan, e com outros "politicamente relevantes" como a Coréia do Sul e o Japão.

A Otan também pretende intensificar os laços com Suécia, Finlândia, Áustria e Suíça.

A iniciativa suscitou receios entre França, Bélgica, Espanha e Alemanha, que temem que esta seja uma fórmula para que alguns países possam influir nas decisões da Otan sem ter as obrigações e direitos de um país membro, segundo fontes diplomáticas.

Segundo De Hoop Scheffer, não se trata de tornar a Otan uma aliança global, mas em uma aliança com parceiros globais, "porque as ameaças e desafios são de natureza global".

Os EUA apóiam contatos mais estreitos com países democráticos afines à Otan da zona do Pacífico, que já contribuem ou podem contribuir no futuro a suas missões e operações.

"O sentido geral da discussão é dar respostas do século XXI às questões que se apresentam no século XXI", disse De Hoop Scheffer esta semana.

A Otan deixou claro que a proposta não altera a função principal da Otan, baseada no artigo 5 do tratado de Washington, de defesa coletiva de um de seus membros em caso de ataque.

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