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03/05/2006 - 19h01

Reino Unido e França apresentam à ONU resolução sobre o Irã

Nações Unidas, 3 mai (EFE).- Reino Unido e França apresentaram hoje um projeto de resolução ao Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas exigindo que o Irã interrompa suas atividades nucleares, apesar das objeções de China e Rússia.

Os 15 membros do CS receberam hoje a minuta do texto, elaborado também pela Alemanha, que não faz parte do órgão mas integra a chamada "tróica européia" (UE-3) ao lado do Reino Unido e da França.

Os três negociam com Teerã uma saída para a crise nuclear.

O embaixador do Reino Unido, Emyr Jones Parry, afirmou que depois de ter avaliado o relatório do diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Mohammed ElBaradei, esse é o momento para uma atuação do Conselho de Segurança.

"Do ponto de vista dos países do UE-3, o Conselho agora deve responder e indicar como irá proceder frente ao descumprimento do Irã", disse. Segundo Parry, o texto foi redigido com base no Capítulo VII da Carta da ONU, o que significa que está dentro das normas do Direito internacional.

China e Rússia, que têm poder de veto, não concordam que o documento seja redigido sob o Capítulo VII, porque nesse caso abre a possibilidade de imposição de sanções ou uma ação militar.

O diplomata britânico disse que o texto já foi debatido com seus colegas da China e da Rússia, e que os dois países reconhecem a necessidade de interromper as ambições nucleares do Irã.

"No objetivo estratégico não há divergências, os seis países concordam que ninguém quer ver o Irã com capacidade para produzir armas nucleares", disse Parry, referindo-se aos membros permanentes do Conselho de Segurança mais a Alemanha.

Depois da divulgação do relatório da AIEA na semana passada, EUA, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha mantiveram várias reuniões a portas fechadas para estudar um projeto de resolução.

O embaixador da França na ONU, Jean-Marc de la Sabliere, disse que "a resolução força a suspensão de todas as atividades de enriquecimento de urânio e também a construção de um reator".

Segundo o diplomata francês, foi pedido um novo relatório à AIEA sobre o cumprimento das medidas por parte do Irã sem que fosse definida uma data limite para Teerã cumprir a resolução.

"O relatório da AIEA deverá ser apresentado, no máximo, até o início de junho", afirmou o diplomata francês. De la Sabliere espera que o Conselho adote a resolução antes da próxima reunião ministerial que acontecerá em 9 de maio em Nova York.

Depois de chamar o projeto de resolução de "muito direto", o embaixador dos EUA na ONU, John Bolton, disse que o mesmo "não contemplará sanções" e que o objetivo principal é pressionar o Irã para que abandone seu programa nuclear.

Bolton disse não entender por que Moscou se opõe ao documento.

Segundo ele, "para a Rússia não interessa que haja outro poder nuclear". O representante dos EUA na ONU afirmou ainda que o prazo que será concedido ao Irã para cumprir com as exigências da AIEA será "muito breve", e que dependerá da postura das autoridades iranianas não avançar para o próximo passo, que consiste em uma resolução que inclua sanções.

"Se o Irã não retroceder em sua conduta, que constitui uma ameaça para a paz e a segurança mundiais, poderíamos impor sanções seletivas. Também não descartamos outras medidas fora do Conselho de Segurança", disse Bolton.

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