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05/05/2006 - 14h32

Cheney defende solução diplomática para crise nuclear iraniana

Moscou, 5 mai (EFE).- O vice-presidente dos Estados Unidos, Dick Cheney, defendeu hoje no Cazaquistão uma solução diplomática para a crise provocada pelas ambições nucleares do Irã, ao qual acusou de tentar desenvolver armas atômicas.

"Nossa opinião consiste em que devem ser usados todos os meios diplomáticos para solucionar o problema iraniano", disse Cheney após uma reunião com o presidente do Cazaquistão, Nursultan Nazarbayev, informou a agência russa "Interfax".

Cheney, que começou hoje uma visita oficial ao país centro-asiático, advertiu que Teerã "tenta desenvolver armas nucleares" e lembrou que a postura comum de "muitos países" é de que o Irã "não necessita desenvolver armas de destruição em massa".

"Os Estados Unidos trabalham para encontrar uma solução para o problema, de forma que nos permita evitar o confronto", acrescentou.

O vice-presidente americano lembrou que, após chegar à independência, em 1991, Cazaquistão "renunciou às armas nucleares", exemplo "impecável" que "poderia ser seguido pelo Irã".

Funcionários dos ministérios de Defesa dos EUA e de Energia e Recursos Naturais do Cazaquistão assinaram hoje um acordo para desmantelar a infra-estrutura cazaque de armas de destruição em massa.

Paralelamente, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, insistiu hoje, durante sua visita ao Azerbaidjão, no caráter pacífico do programa nuclear iraniano e acusou o Ocidente de iniciar um "'apartheid' nuclear com o objetivo de privar o povo iraniano de seus direitos fundamentais".

Além disso, disse que, com a implementação do primeiro ciclo de produção de combustível nuclear, em 11 de abril, o Irã tinha entrado no "clube das potências atômicas".

Cheney, que chegou ao Cazaquistão procedente da Lituânia, agradeceu a colaboração do Governo cazaque na luta contra o terrorismo e sua contribuição militar no Iraque e no Afeganistão.

A visita de Cheney, a primeira de um vice-presidente americano à região desde a realizada por Al Gore em 1993, tem como um de seus objetivos garantir as exportações de petróleo e gás desta república centro-asiática ao Ocidente.

O Cazaquistão, o segundo maior produtor de petróleo no espaço pós-soviético - após a Rússia -, está construindo um oleoduto de quase mil quilômetros para abastecer a sedenta indústria chinesa.

EUA, Rússia e China mantêm uma dura disputa pelo controle dos recursos energéticos dessa estratégica região limítrofe com o Irã, o Afeganistão e a China.

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