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05/05/2006 - 04h21

Eleições municipais inglesas mostram avanço de conservadores

Londres, 5 mai (EFE).- O Trabalhismo de Tony Blair sofreu um duro golpe nas eleições desta quinta-feira na Inglaterra, perdendo mais de 200 cadeiras em câmaras municipais, enquanto os conservadores obtiveram seus melhores resultados desde 1992.

Com a apuração encerrada em 163 dos 176 municípios onde houve votação, o Trabalhismo perdeu 238 vereadores (agora tem 1.035) e o controle de 18 prefeituras, das 42 anteriores.

Os "tories", comandados por seu novo líder, David Cameron, ganharam 250 vereadores (têm 1.546) e 12 prefeituras, subindo para 67.

O Partido Liberal-Democrata não obteve bons resultados como se esperava. Só ganhou dois vereadores (tem 754) e uma prefeitura, chegando a 13.

No total, 4.361 vereadores foram eleitos.

A surpresa foi o Partido Nacional Britânico (BNP), de extrema direita, que elegeu mais 13 vereadores, 11 deles em Barking, no leste de Londres. Os verdes ganharam 14 vereadores e agora têm 20.

Os trabalhistas perderam o controle de prefeituras que são seus redutos tradicionais, como na Grande Manchester (norte da Inglaterra) e em Camden Town (em Londres).

Se a tendência fosse mantida em eleições gerais, os partidos obteriam os seguintes resultados: 40% para os conservadores, 27% para os liberal-democratas e 26% para o Trabalhismo.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair, decidiu responder à derrota com uma reforma imediata de seu Gabinete.

Nas últimas duas semanas, o Governo de Blair enfrentou uma crise com fortes críticas a três de seus ministros: o de Interior, Charles Clarke; o vice-primeiro-ministro, John Prescott, e a de Saúde, Patricia Hewitt.

A oposição conservadora pediu a demissão de Clarke devido à revelação de que mais de mil delinqüentes estrangeiros foram postos em liberdade ao fim de suas penas, entre 1999 e março deste ano, sem estudos para sua deportação.

Prescott foi personagem das manchetes quando sua ex-secretária Tracey Temple, com quem teve um relacionamento, acusou-o de abuso de poder, por utilizar seu escritório e carros oficiais para seus encontros pessoais. E Hewitt foi criticada pela crise financeira no Serviço Nacional de Saúde.

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