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06/05/2006 - 13h04

Chirac aposta em Sarkozy para suceder Villepin, diz "Le Monde"

Paris, 6 mai (EFE).- O presidente Jacques Chirac vê no "número dois" do Governo, Nicolas Sarkozy, um forte candidato à sucessão do primeiro-ministro, Dominique de Villepin, e disse isso pessoalmente a ele, afirmou hoje o jornal "Le Monde", mas o Palácio do Eliseu descartou uma reordenação do Governo.

A possibilidade de que Sarkozy vá para Matignon (sede do Governo) para tentar salvar o final do segundo mandato presidencial de Chirac teria sido abordada na sexta-feira no encontro entre do dois. A reunião não estava prevista na agenda, garante o "Le Monde".

"Você não pode deixar o Governo. Se acha que pode chegar a Matignon, reflita. Conversamos na próxima semana", teria dito Chirac a Sarkozy, segundo uma fonte não identificada.

Aliados de Sarkozy indicaram que "todas as hipóteses" foram abordadas, "inclusive a de sua chegada a Matignon".

Diante dos rumores que começam a ganhar força, fontes da assessoria de imprensa do Palácio do Eliseu informaram esta tarde que Chirac não planeja qualquer reorganização governamental, pelo menos por enquanto.

O jornal lembra que o presidente detesta agir sob pressão da mídia, em alusão às informações sobre uma trama contra Sarkozy e outras personalidades da qual a ministra da Defesa, Michele Alliot-Marie, também se considera "vítima".

Seu companheiro, o deputado Patrick Ollier, também aparecia na lista de personalidades investigadas confidencialmente aparentemente a pedido de Villepin quando era ministro de Exteriores, em janeiro de 2004.

O general Philippe Rondot contou esta versão aos juízes que investigam o caso. Rondot era assessor em questões de espionagem do Ministério da Defesa e, portanto, de Alliot-Marie, mas não a informou sobre o pedido de Villepin, de acordo com o "Le Monde".

Villepin negou reiteradamente ter mandado investigar Sarkozy e outros políticos, incluindo o ex-primeiro-ministro socialista Laurent Fabius, e se apresenta como "vítima" de um "linchamento".

Na próxima quinta-feira, Sarkozy prestará depoimento aos juízes.

Ele foi recebido esta manhã por Villepin para falar da "atualidade".

O ministro do Interior e presidente da conservadora e governante União por um Movimento Popular (UMP) hesita entre sua estratégia de ruptura para tentar chegar ao Palácio do Eliseu nas eleições presidenciais de 2007, o que implicaria deixar o Governo, e a tentação de ir para Matignon, que não conseguiu em 2002 e 2004.

A trama, que se tornou assunto de Estado, partiu de uma denúncia anônima que se mostrou falsa. Sarkozy e outras personalidades, entre elas políticos, empresários e agentes secretos, foram acusados de ter contas no exteroir nas quais esconderiam comissões da venda de seis fragatas francesas a Taiwan em 1991.

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