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07/05/2006 - 06h51

China ordena novo bispo, desta vez com o beneplácito do Vaticano

Pequim, 7 mai (EFE).- A China ordenou hoje um novo bispo, na cidade de Shenyang, na região nordeste do país, e desta vez com o beneplácito do Vaticano, informou o vice-presidente da Igreja Patriótica da China, Liu Bainian.

A consagração do novo prelado, Paul Pei Junmin, de 37 anos e educado nos Estados Unidos, se materializou poucos dias depois de a Santa Sé ter criticado insistentemente a nomeação de outros dois bispos por parte da China sem que houvesse consentimento papal.

A agência "Asia News" citou como fonte uma autoridade do Vaticano que classificou de "excelente" a eleição de Paul Pei Junmin como novo bispo auxiliar de Shenyang. O jovem bispo, que foi ordenado sacerdote em 1992 e exercerá a função na Igreja Católica de Shenyang, na província de Liaoning, poderia até suceder o atual bispo da cidade, Jin Peixian, de 80 anos.

Testemunhas da ordenação descreveram que a igreja se encontrava cheia, com cerca de cinco mil presentes.

O anúncio da nova nomeação chega no mesmo dia em que o Governo de Pequim decidiu romper seu silêncio no assunto das consagrações.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores, Liu Jianchao, afirmou hoje que as críticas da Santa Sé à decisão unilateral chinesa de designar dois bispos na semana passada "não têm fundamento", segundo informou a agência de notícias local "Xinhua".

Liu denunciou que "as críticas do Vaticano às Igrejas Católicas chinesas carecem de fundamento e não levam em conta sua história e realidade".

Joaquín Navarro Valls, porta-voz da Santa Sé, criticou na quinta-feira passada as ordenações e ameaçou os bispos com a excomunhão. "O Governo chinês foi sempre sincero e se esforçou para melhorar os laços com o Vaticano", respondeu Liu, que especificou que Pequim segue princípios "consistentes e claros" na hora de acatar pactos obtidos em relações bilaterais.

Liu também pediu ao Vaticano que ponha fim a suas "supostas relações diplomáticas com Taiwan" e que não intervenha nos assuntos internos da China sob pretexto algum, incluindo o religioso.

Um porta-voz da Administração Estatal de Assuntos Religiosos defendeu ontem a consagração dos dois bispos católicos e disse que as críticas da Santa Sé "não têm fundamento".

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