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10/05/2006 - 07h11

Chirac denuncia "ditadura do boato" e das "calúnias"

Paris, 10 mai (EFE).- Paris, 10 mai (EFE).- O presidente francês, Jacques Chirac, denunciou hoje a "ditadura do boato" e das "calúnias", além da exploração "ultrajante" dos processos judiciais, numa mensagem em que renovou sua confiança no primeiro-ministro, Dominique de Villepin.

"A República não é a ditadura do boato, das calúnias. A democracia não é a falta de respeito nem a exploração no limite do ultraje dos processos judiciais, com o risco de incendiar os extremismos e levar os franceses a perderem a confiança na política", ressaltou Chirac.

Foi a primeira vez que o presidente se pronunciou publicamente sobre o Caso Clearstream, cujo suposto objetivo seria prejudicar políticos e industriais. O presidente e Villepin foram citados como supostos responsáveis.

Desde o dia 4, quando o jornal "Le Monde" publicou as declarações do general Philippe Rondont, especialista dos serviços secretos, aos juízes que averiguam a trama, o Palácio do Eliseu só tinha divulgado uma nota desmentindo "categoricamente" as acusações.

Sem citar em nenhum momento o Caso Clearstream, Chirac reafirmou sua "total confiança" em Villepin para que continue trabalhando "pensando somente no interesse nacional".

O chefe de Estado pediu que a justiça "faça seu trabalho para estabelecer os fatos com serenidade e o mais rapidamente possível".

Para Chirac, o escândalo deve ser visto como parte do cenário da sucessão presidencial. Ele lembrou que ainda "falta um ano" para a eleição.

Hoje, jornais franceses informam que Chirac possui uma conta bancária milionária no Japão. Seus assessores atribuem as denúncias a uma "campanha de calúnias".

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