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10/05/2006 - 20h30

EUA: China cederá sobre sanções ao Irã se Rússia também ceder

Washington, 10 mai (EFE).- O Governo dos Estados Unidos acredita que, se conseguir concessões da Rússia para que a ONU imponha sanções ao Irã devido a seu programa nuclear, a China também se mostrará mais flexível.

O subsecretário de Estado, Robert Zoellick, se manifestou hoje neste sentido em comparecimento a uma subcomissão da Câmara dos Representantes.

Segundo Zoellick, a China quer impedir que o Irã se torne uma potência nuclear, mas teme perder acesso ao petróleo produzido por esse país, além de ter medo do impacto que o esfriamento dos laçoes com o Governo iraniano pode ter em seus investimentos na República Islâmica.

A posição russa, que é contra impor sanções ao Irã, permitiu que a China amenizasse suas posições, segundo Zoellick.

O Governo dos EUA, que considera que o programa nuclear do Irã tem fins militares, pressiona para conseguir que o Conselho de Segurança da ONU imponha sanções contra esse país.

Até o momento, Rússia e China - ambos membros permanentes do Conselho de Segurança e, portanto, com direito a veto - se mostraram reticentes às sanções.

O Irã garante que seu programa nuclear tem como fim apenas a produção de energia elétrica.

"Se pudermos atrair a Rússia, minha sensação é que China não será um obstáculo neste processo", disse Zoellick em seu comparecimento.

Segundo o alto funcionário, os EUA devem deixar claro a Pequim que a economia chinesa, em rápida expansão, precisa de cada vez mais petróleo. Mas esta necessidade não poderá ser atendida com um Irã que desestabilize a região através da proliferação nuclear, do apoio ao terrorismo e das ameaças contra Israel.

Na segunda-feira, o Irã enviou uma carta ao presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, a primeira desde que os dois países romperam relações, em 1979, após a vitória da Revolução Islâmica iraniana. Bush afirmou hoje que essa carta não responde à pergunta de quando a República Islâmica colocará fim a seu programa nuclear.

A comunidade internacional está "de acordo com que os iranianos não devem ter uma arma ou capacidade para produzir um arma" atômica, segundo Bush. O presidente americano insistiu em que "há um acordo universal sobre essa meta, e a carta não se refere a essa questão".

Em um comparecimento hoje em Washington junto ao alto comissário de Política Externa e Segurança da UE, Javier Solana, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, afirmou que o Irã "sabe que há duas opções".

"Podem ter um programa nuclear civil apropriado que a comunidade internacional possa apoiar, ou podem encarar o isolamento internacional", disse Rice.

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