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11/05/2006 - 23h25

Bolívia rejeita presença da Petrobras no Gasoduto do Sul

La Paz, 11 mai (EFE).- A Bolívia não vai participar do Gasoduto
do Sul se houver uma participação majoritária de capitais
"transnacionais", afirmou hoje o ministro boliviano de
Hidrocarbonetos, Andres Soliz Rada, criticando a presença da
Petrobras no projeto.

O ministro fez a advertência ao apresentar um relatório no Senado
sobre o decreto de nacionalização de hidrocarbonetos assinado semana
passada. "Para que o Gasoduto do Sul funcione é preciso que seja executado
por empresas estatais. Há um grave problema com a Petrobras, porque
60% das suas ações estão nas mãos de transnacionais", disse o
funcionário.

"Vamos investir enormes somas de dinheiro para beneficiar as
transnacionais sócias da Petrobras?", perguntou.

Para Soliz Rada, "o um problema é muito grave, não tanto para a
Bolívia, a Venezuela ou a Argentina, mas sim para a Petrobras".

O projeto do gasoduto pretende levar gás boliviano e venezuelano
aos mercados argentino e brasileiro. Além da Petrobras, ele envolve
as estatais Enarsa, da Argentina, Petróleos de Venezuela (PDVSA) e
Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB).

"A Petrobras vai ter que se decidir. Enquanto tiver como sócios
majoritários as grandes transnacionais, o Governo do presidente Evo
Morales não vai participar do megaprojeto", disse Soliz Rada.

O ministro boliviano garantiu que não vão faltar investidores,
apesar do recente mudança nas regras do jogo. Ele prevê também que
haja um bom mercado para o gás boliviano, considerando a demanda de
Brasil, México, Argentina, Paraguai e Uruguai.

Evo Morales acusou hoje a Petrobras de trabalhar "ilegalmente no
país". A empresa respondeu com "indignação" e o Governo brasileiro
com "estranheza".

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