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11/05/2006 - 16h19

Congresso investiga deputados acusados de receber subornos

Brasília, 11 mai (EFE).- Uma comissão de sindicância da Câmara dos Deputados começou a investigar hoje as denúncias contra 16 dos 170 legisladores acusados de receber subornos em troca de apresentar emendas ao Orçamento que favoreceram licitações fraudulentas.

A comissão investigadora, presidida pelo corregedor da Câmara, o deputado Ciro Nogueira, terá a missão de avaliar a procedência legal das denúncias.

Segundo Ciro Nogueira, os primeiros a serem investigados serão 16 deputados citados diretamente pela "Operação Sanguessuga", da Polícia Federal, que desarticulou uma rede de corrupção que atuava no Congresso.

A Polícia apresentou inicialmente uma lista de 62 deputados citados pelos membros da rede de corrupção em conversas telefônicas, mas o corregedor alegou que somente 16 deles foram acusados de terem sido subornados.

Outros 16 foram citados porque seus assessores teriam recebido subornos e não há indícios de que os outros trinta tenham se favorecido com a rede de corrupção.

A lista inicial da Polícia foi aumentada a 170 deputados, um terço dos 513 membros da Câmara, por uma funcionária do Ministério da Saúde que fazia parte da organização criminosa e que aceitou delatar seus cúmplices em troca de uma possível redução de sua pena (delação premiada).

Em um interrogatório a que foi submetida na terça-feira passada na Polícia Federal, Maria da Penha Lino, que seria a intermediária da rede de corrupção no Ministério da Saúde, disse que 170 deputados receberam subornos, mas listou apenas 81 deles. Essa nova lista de 81 acusados já foi entregue à Mesa Diretora da Câmara.

Em sua primeira reunião nesta quinta-feira, a comissão de sindicância decidiu que, antes de interrogar os 16 deputados acusados, escutará primeiro os agentes que fizeram a investigação e os promotores responsáveis pelo caso. Maria da Penha Lino também será interrogada.

As denúncias contra os parlamentares foram feitas na semana passada, quando a Polícia Federal deteve 48 pessoas, entre elas dois ex-deputados, acusadas de integrar uma rede que pagava subornos para incluir no Orçamento emendas destinadas à compra de ambulâncias a preços muito superiores a seu valor real.

Segundo a Polícia Federal, a quadrilha negociava com empresários e prefeitos de pequenas cidades do interior do país a venda de ambulâncias mediante licitações fraudulentas e depois subornava os parlamentares para que apresentassem as respectivas emendas ao Congresso.

Ciro Nogueira advertiu que os deputados que tiverem seu envolvimento na rede de corrupção comprovado perderão o mandato.

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