UOL Notícias Notícias
 

12/05/2006 - 17h56

Bush afirma que milícias são o principal obstáculo no Iraque

Macarena Vidal Washington, 12 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, afirmou hoje que as milícias armadas são o principal obstáculo para a formação de um Governo de união nacional no Iraque e a estabilização do país.

Bush se reuniu hoje pela segunda vez em cinco meses com os secretários de Estado e de Defesa, Condoleezza Rice e Donald Rumsfeld, respectivamente, e com todos os antecessores destes ainda vivos para falar sobre os principais desafios na política externa americana e, especialmente, sobre o Iraque.

A reunião acontece no momento em que a popularidade do presidente se encontra no seu nível mais baixo - 29% - segundo uma pesquisa do "The Wall Street Journal", que atribui a queda à situação no Iraque.

A isso se somam novas revelações sobre o alcance do programa de escutas aprovado pelo presidente e que, aparentemente, inclui ligações telefônicas de milhões de americanos.

Para fazer frente às críticas, Bush convocou a reunião na qual estiveram presentes personalidades republicanas e democratas, tais como os ex-secretários de Estado Colin Powell e Madeleine Albright; o ex-secretário de Defesa Robert McNamara e o vice-presidente, Dick Cheney.

Bush lembrou o recente acordo para a formação de um Governo de união nacional no Iraque, arranjo que se encontra ainda em processo de composição após as eleições de dezembro passado, mas reconheceu que "certamente, restam desafios" pela frente.

"Talvez o principal desafio sejam as milícias que querem fazer justiça com as próprias mãos", afirmou Bush, acrescentando que "caberá ao Governo dar um passo adiante e enfrentar o problema, para que o povo iraquiano possa confiar na segurança do país".

As autoridades iraquianas planejam a reestruturação das forças de ordem em Bagdá, sob o comando da nova Polícia Nacional, para fazer frente às milícias armadas e "esquadrões da morte" que proliferam no país.

Essas milícias são responsáveis pela morte de centenas de iraquianos na onda de violência sectária que se deflagrou desde fevereiro, quando ocorreu um atentado contra um santuário xiita na cidade de Samarra.

Essa é a segunda reunião de Bush com os ex-secretários desde dezembro passado. Vários dos ex-secretários presentes, como a democrata Albright, se mostraram muito críticos em relação à decisão dos EUA de invadir o Iraque.

A atmosfera na sala Roosevelt, onde aconteceu a reunião, era tensa, e nenhum dos presentes esboçou sequer um sorriso nos breves momentos em que se permitiu a entrada da imprensa.

"Tivemos desavenças sobre se deveríamos estar (no Iraque) ou não, para começar", disse Bush ao término da reunião.

"A pergunta fundamental é como alcançaremos nosso objetivo, que é uma democracia que possa se defender e se sustentar; um país que seja um aliado na guerra contra o terrorismo e um país que sirva como poderoso exemplo a outros que queiram ser livres", disse.

Bush louvou os progressos alcançados e assegurou que tinha "grandes esperanças sobre o Governo de unidade" no Iraque.

O acordo obtido no mês passado entre os diferentes partidos iraquianos confirma o curdo Jalal Talabani como presidente e põe à frente do Governo iraquiano o xiita Nouri al-Maliki, como primeiro-ministro.

O novo Executivo, no entanto, não pôde ser formado devido aos desacordos sobre quem devem ocupar as pastas de Defesa e de Interior.

Washington crê que um Governo de união nacional é a chave para pôr fim à violência no Iraque, a condição "sine qua non" para que os cerca de 120 mil soldados americanos no país possam retornar aos EUA.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h58

    -0,53
    3,128
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    -0,28
    75.389,75
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host