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14/05/2006 - 14h11

Abbas buscará apoio político e econômico russo para os palestinos

Amã, 14 mai (EFE).- O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, chegará hoje a Moscou para manter negociações a fim de conseguir apoio político e econômico para o Governo palestino, afirmou à EFE o embaixador palestino na Jordânia, Atallah Jairy.

Segundo Jairy, as conversas entre Abbas, que partiu esta manhã da Jordânia para a Rússia, e o presidente russo, Vladimir Putin, serão focadas em esclarecer o papel de Moscou "para aliviar o atual bloqueio imposto ao povo palestino".

Os EUA e a União Européia mantêm um boicote econômico contra a ANP, liderada pelo grupo islâmico Hamas, para forçá-la a reconhecer o Estado de Israel e os acordos assinados pelo Governo anterior, do Fatah, assim como a abandonar a luta armada.

Jairy assegurou que já receberam uma ajuda econômica de US$ 10 milhões da Rússia, que faz parte do Quarteto de Madri - junto a União Européia, EUA e Nações Unidas - e está encarregada de buscar uma solução ao conflito palestino-israelense.

O presidente da ANP conversou no sábado à noite com o primeiro-ministro jordaniano, Maruf Bajit, sobre as relações entre o Governo de Amã e o Hamas, depois de as autoridades jordanianas terem desarticulado uma suposta célula de membros do Hamas que tinha introduzido armas ilegalmente na Jordânia e tinha planejado realizar um atentado contra os responsáveis do reino hachemita.

A reunião dos dois responsáveis coincidiu com declarações do porta-voz do Governo jordaniano, Nasser Yudeh, que assegurou que a Jordânia só manterá contatos políticos com o Governo da ANP quando uma nova delegação palestina chegar ao país para investigar o problema das armas, como anunciou esta semana o ministro de Exteriores palestino, Mahmoud Zahar.

Zahar mostrou sua disposição a visitar o reino hachemita para pôr fim à tensão desatada após a detenção de 20 membros do Hamas em território jordaniano.

O Hamas se negou a fazer parte de uma delegação de segurança palestina que visitou Amã na semana passada para discutir com os responsáveis de inteligência as provas que apontam os ativistas do grupo islâmico palestino como autores dos crimes que o Governo atribui a eles.

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