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14/05/2006 - 18h28

Ataques deixam pelo menos 35 mortos no Iraque

Bagdá, 14 mai (EFE).- Pelo menos 35 pessoas morreram hoje no Iraque em diferentes ataques e atentados, a maioria contra as forças de segurança, ao passo que o primeiro-ministro designado, Nouri al-Maliki, dá continuidade às negociações para a formação de um novo Governo.

No atentado mais sangrento de hoje, a explosão simultânea de dois carros-bomba numa estrada que leva ao aeroporto de Bagdá, ao menos 14 pessoas morreram e outras seis ficaram feridas, informou o comando militar americano em um comunicado.

Segundo a nota, terroristas conduziam os dois carros cheios de explosivos que foram acionados em frente a um posto de controle próximo a uma base das forças da coalizão.

Em Bagdá, uma onda de ataques, a maioria contra patrulhas da Polícia, matou pelo menos 19 pessoas e feriu ao menos 28 civis e cinco agentes.

Além disso, dez cadáveres com sinais de tortura e marcas de tiros foram achados hoje em regiões diferentes de Bagdá, segundo o Ministério do Interior.

Também na capital, dois guarda-costas do ministro de Assuntos Exteriores, Hoshiar Zebari, morreram, ao passo que outros três ficaram feridos em um ataque à bomba contra uma comitiva oficial.

Segundo as mesmas fontes, Zebari não estava em nenhum dos veículos do comboio quando aconteceu o incidente.

Em Baquba, 65 quilômetros ao norte de Bagdá, um pequeno mausoléu xiita foi destruído e outro ficou parcialmente danificado após a explosão de duas bombas que foram colocadas nos dois santuários, afirmaram fontes policiais.

Por sua vez, o Ministério da Defesa do Reino Unido informou que dois soldados britânicos morreram sábado à noite em um ataque em Basra, cerca de 550 quilômetros ao sul de Bagdá.

A intensa onda de violência no país acontece no momento em que al-Maliki faz contato com grupos parlamentares xiitas, sunitas e curdos para formar um Governo de união nacional antes do fim do prazo estipulado na Constituição, no próximo dia 22 de maio.

Membro da Aliança Unida Iraquiana (AUI) e próximo ao líder radical xiita Muqtada Sadr, Baha al-Araji assegurou hoje que a AUI "dará aos grupos políticos um limite de dois dias para realizar seus pedidos sobre os ministérios que desejam".

Al-Araji afirmou que, caso não haja um entendimento, "formaremos um Governo sem levar em consideração os pedidos que não correspondem à realidade atual".

O parlamentar xiita atribuiu o atraso da formação do novo Governo às "intromissões" dos EUA e ao limite para a formação do Executivo exigido pela Frente do Consenso Iraquiano (FCI), a terceira maior força parlamentar.

Al-Araji disse que já chegou a um acordo com a Aliança Curda, a segunda força na câmara, e ressaltou que as negociações com o Acordo Nacional Iraquiano (ANI), dirigido pelo ex-primeiro-ministro Iyad Allawi, acabarão hoje.

Segundo o membro da AUI, a Frente Iraquiana para o Diálogo Nacional (FIDN), quinta força do Parlamento, também participará do novo Executivo, que será o primeiro permanente após a derrocada de Saddam Hussein em abril de 2003.

Al-Araji disse que ainda não chegou a um acordo com a FCI, que exigiu mais ministérios que os que lhe cabem conforme os resultados eleitorais.

Por outro lado, o Partido da Virtude, que faz parte da AUI e que conta com 15 cadeiras das 275 que formam o semicírculo parlamentar, reafirmou hoje a decisão tomada na sexta-feira passada de se retirar das conversas para a formação da nova equipe de Governo.

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