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15/05/2006 - 20h07

Bush enviará 6 mil efetivos à fronteira com o México

Washington, 15 mai (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciará ainda hoje o envio de "6.000 efetivos" da Guarda Nacional para a fronteira com o México, dentro de um plano de US$ 1,9 bilhão para reforçar a segurança na área.

"Ainda não temos um controle pleno da fronteira, e estou decidido a resolver isso", afirma Bush no discurso que teve algumas partes divulgadas. O discurso será televisionado à nação a partir do Salão Oval da Casa Branca.

"Desde que assumi a Presidência, aumentamos os recursos para a segurança fronteiriça em 66% e ampliamos a Patrulha de Fronteiras de 9.000 para 12.000 agentes", lembra Bush.

Também "detivemos e repatriamos seis milhões de pessoas que entraram no país ilegalmente", afirmou.

Além disso, Bush fez uma chamada ao Congresso dos EUA para que atribua recursos para financiar "melhoras substanciais na força humana e nos sistemas tecnológicos na fronteira".

Por outro lado, se mostrou convencido de que os EUA resolverão "os problemas criados pela imigração ilegal", e para isso prometeu criar um "sistema seguro, ordenado e justo".

O discurso que Bush pronunciará esta noite, o primeiro no Salão Oval desde dezembro, coincide com a retomada no Senado do debate para uma reforma ampla do sistema migratório.

Como a proposta de lei que o Senado está debatendo, Bush propõe uma combinação de maior rigor das medidas na fronteira junto com um programa de trabalhadores temporários.

Sobre este programa, segundo as partes já adiantadas pela Casa Branca, Bush afirmará que a realidade é que há muitas pessoas do outro lado da fronteira que "farão tudo o que puderem para vir aos EUA trabalhar e ter uma vida melhor".

"Isso cria uma enorme pressão sobre nossa fronteira, que os muros e as patrulhas não podem deter. Para garantir a fronteira de maneira efetiva devemos reduzir o número de pessoas que tentam atravessar furtivamente", acrescenta o presidente.

Bush também propõe medidas para dificultar a falsificação de documentos, um dos grandes problemas que as empresas enfrentam para determinar se alguns de seus trabalhadores estão em situação legal no país.

"Um cartão à prova de falsificações nos ajudaria a fazer respeitar a lei e não deixaria aos empregadores desculpa para violá-la. E ao tornar mais difícil que os imigrantes ilegais encontrem trabalho em nosso país, desestimularíamos a travessia ilegal de fronteiras", afirma Bush.

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