UOL Notícias Notícias
 

15/05/2006 - 13h27

Chávez: "Irã não está desenvolvendo uma bomba atômica"

Londres, 15 mai (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mostrou-se hoje convencido de que o Irã não está fabricando armas nucleares, e reiterou que um ataque contra esse país empurrará o preço do petróleo para mais de US$ 100 o barril.

"Tenho certeza de que os iranianos não estão desenvolvendo uma bomba atômica", afirmou Chávez em entrevista coletiva conjunta com o prefeito de Londres, Ken Livingstone, no segundo dia de sua visita ao Reino Unido.

O presidente pediu que "se respeite o direito internacional" dos países a produzir energia nuclear.

Segundo o governante venezuelano, o regime de Teerã "não está utilizando a energia nuclear pensando em uma guerra".

"Os iranianos, como nós, querem paz, diálogo, civilizações, intercâmbio com o mundo. Pedimos que se respeite o direito do povo iraniano", insistiu o presidente.

"Quantos países têm energia nuclear no mundo?" perguntou o governante latino-americano. A Venezuela "infelizmente não a tem", acrescentou.

"O Brasil, vejo que a está desenvolvendo. A Argentina também. E muitos países no mundo", acrescentou o líder venezuelano.

Sobre a possibilidade de uma eventual ação militar dos Estados Unidos contra o Irã para frear o polêmico programa nuclear deste país, Chávez disse que "o mundo deve fazer todo o possível para evitar a loucura que seria um ataque contra o Irã".

"A Europa tem um importante papel a desempenhar" para solucionar a crise iraniana, disse o presidente.

O governante venezuelano voltou a ressaltar que se os EUA "agredirem" o Irã, quarto exportador mundial de petróleo, o preço do petróleo "pode passar para mais de US$ 100".

Da mesma maneira, Chávez advertiu Washington que "se lançar uma agressão contra a Venezuela - quinto produtor de petróleo do mundo - deve esquecer do petróleo venezuelano".

O Irã mantém uma dura queda-de-braço com a comunidade internacional desde que anunciou há semanas que reiniciou o processo de enriquecimento de urânio.

O regime dos aiatolás afirma que seu programa persegue fins civis, como a geração de eletricidade, enquanto EUA e União Européia (UE) suspeitam que o Irã quer fabricar armas nucleares.

Após a entrevista coletiva, Chávez foi recebido com um almoço por Livingstone, no qual se esperava a participação de alguns famosos, como o dramaturgo Harold Pinter e a ativista Bianca Jagger, ex-mulher do vocalista dos Rolling Stones Mick Jagger.

Hoje de manhã, o presidente, que chegou no domingo a Londres, reuniu-se com líderes sindicais e à tarde irá a uma recepção de deputados de esquerda no Parlamento.

Depois, Chávez pronunciará uma conferência organizada pela Canning House, a chamada Casa da América Latina na capital britânica, no palacete de Banqueting House, perto do Parlamento.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    09h59

    0,03
    3,158
    Outras moedas
  • Bovespa

    10h02

    0,13
    74.536,85
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host