UOL Notícias Notícias
 

16/05/2006 - 00h14

Governo de São Paulo anuncia fim das rebeliões

(Atualiza com dados sobre prisões) São Paulo, 15 mai (EFE).- O Governo de São Paulo anunciou hoje que já retomou o controle nas 73 prisões em que os presos se amotinaram nos últimos três dias para protestar contra a transferência de líderes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para presídios de segurança máxima.

Autoridades do Mato Grosso do Sul e Paraná informaram que também terminaram as rebeliões que tinham começado domingo em dez prisões nos dois estados.

As rebeliões simultâneas fizeram parte da ofensiva lançada por organizações criminosas em São Paulo, que desde sexta-feira deixou 81 mortos, entre eles 39 policiais.

O governador de São Paulo, Claudio Lembo, informou hoje que as autoridades souberam antecipadamente dos planos dos reclusos para realizar rebeliões simultâneas em parte dos 174 centros carcerários do estado e que as medidas preventivas adotadas impediram problemas mais graves nos presídios.

No Mato Grosso do Sul, onde os presos de quatro prisões se rebelaram supostamente em solidariedade aos amotinados de São Paulo, as autoridades informaram que um presidiário foi degolado por seus companheiros e sua cabeça exibida como troféu.

Até agora só há informações oficiais de um morto no Mato Grosso do Sul, mas a Polícia pretende realizar nesta terça-feira uma inspeção mais detalhada nas prisões de Corumbá, Três Lagoas, Campo Grande e Dourados para determinar os danos, o número de vítimas e as possíveis fugas.

O Governo do estado do Paraná informou que os motins nas cidades de Assis Chateaubriand, Toledo e Cascavel foram controlados no próprio domingo. As rebeliões em Umuarama, Campo Mourão e Foz do Iguaçu terminaram hoje. Há informações apenas de uma pessoa ferida.

O governador do Paraná, Roberto Requião, explicou que os presos aproveitaram a instabilidade gerada pelas rebeliões em São Paulo para se amotinar e apresentar suas próprias reivindicações. Ele negou qualquer relação entre o grupo que organizou os motins em São Paulo e as rebeliões do Paraná.

Para o governador de São Paulo, a Polícia soube atuar com firmeza para controlar os protestos nas prisões, mas não soube dimensionar o alcance dos ataques a delegacias e veículos policiais, assim como a ônibus e agências bancárias, ordenados pelos criminosos a partir dos presídios.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo atribuiu os 180 ataques dos últimos dias ao Primeiro Comando da Capital (PCC), uma máfia de presos que controla dezenas de prisões do estado e que já tinha dado uma demonstração de força em fevereiro de 2001, quando organizou rebeliões simultâneas em 29 prisões.

As autoridades consideram que os ataques foram uma represália do PCC pela mudança, na quinta-feira passada, de 765 detentos, entre eles os líderes do grupo, para presídios de segurança máxima.

Segundo o comandante da Polícia Militar, Eliseu Eclair, nas operações de combate aos criminosos 38 morreram, 91 foram presos e cerca de 100 armas foram apreendidas.

Os agressores deixaram 49 feridos, queimaram cerca de 80 ônibus e atacaram 13 agências bancárias. A ofensiva que gerou pânico entre os habitantes da maior cidade do país e levou escolas, lojas e empresas a fechar suas portas.

Siga UOL Notícias

Tempo

No Brasil
No exterior

Trânsito

Cotações

  • Dólar comercial

    16h59

    -0,54
    3,265
    Outras moedas
  • Bovespa

    17h20

    1,36
    64.085,41
    Outras bolsas
  • Hospedagem: UOL Host