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19/05/2006 - 15h29

Annan chega à China, país crucial nas crises do Irã e da Coréia

Pequim, 19 mai (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, começou hoje uma visita oficial à China, membro permanente do Conselho de Segurança (CS), com uma agenda pautada pelas crises nucleares do Irã e da Coréia do Norte.

Annan chegou ao aeroporto de Pequim em sua sétima visita oficial ao gigante asiático, e tinha ainda parta esta sexta-feira uma reunião marcada com o presidente da China e secretário-geral do Partido Comunista, Hu Jintao, informou a agência oficial "Xinhua".

"As duas partes discutirão assutos de interesse comum relativos à situação regional, como as crises nucleares da Coréia do Norte e do Irã", disseram à EFE, pouco antes da chegada do secretário-geral, representantes da ONU na China.

Pequim, apesar de sua pouca iniciativa diplomática no conflito do Irã, é vista pelos analistas como uma capital decisiva na crise, pois tem direito a veto no CS e se alinha com a Rússia, também integrante permanente, no grupo de países opostos a sanções contra o regime dos aiatolás.

Os outros três membros permanentes do Conselho (EUA, Reino Unido e França) querem a adoção de uma resolução que obrigue o Irã a acatar as exigências da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), sob a ameaça de sanções.

A China sempre disse que "há tempo para a negociação", mas nos últimos meses moderou sua postura. Pequim, por exemplo, aprovou que a crise iraniana passasse do âmbito da AIEA para o do Conselho de Segurança. Annan deve pedir aos líderes chineses um maior compromisso na resolução do conflito, pois já nesta quinta-feira, em Tóquio, exigiu do Irã menos retórica e mais "negociações diretas".

Annan também criticou Teerã por rechaçar a oferta da União Européia (UE), que propôs ajudar o país a produzir energia nuclear pacífica em troca da suspensão do enriquecimento de urânio, elemento que também pode ser usado na fabricação de armas atômicas.

Na outra crise nuclear asiática, a da Coréia do Norte, Pequim tem um papel mais ativo. A China sediou cinco rodadas de conversas multilaterais que também tiveram a participação dos Estados Unidos, das duas Coréias, do Japão e da Rússia.

Em setembro do ano passado, os seis envolvidos assinaram um acordo pelo qual a Coréia do Norte se comprometia a abandonar seu programa nuclear em troca de garantias econômicas e segurança, mas a euforia durou poucas horas, pois Pyongyang recuou e voltou a reivindicar seu direito de produzir energia nuclear.

Para o reatamento das conversas, a Coréia do Norte exige que os Estados Unidos retirem as sanções por suposta lavagem de dinheiro e falsificação impostas em setembro e outubro de 2005 contra um banco de Macau no qual o regime de Pyongyang e várias instituições financeiras norte-coreanas têm depósitos.

A agenda de Kofi Annan também inclui reuniões, na próxima segunda- feira, com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, e com o conselheiro de Estado Tang Jiaxuan, que supervisiona a política externa do Executivo chinês.

Na terça-feira, último dia da agenda, o secretário-geral da ONU visitará as instalações para os Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e participará de um encontro com "um reduzido grupo de estudantes e professores" na Universidade de Pequim, a mais prestigiosa da China.

Antes, no fim de semana, Annan descansará de sua viagem asiática, que começou na Coréia do Sul e no Japão e acabará no Vietnã e na Tailândia, e fará uma visita turística à província de Anhui, no leste da China, onde deve escalar a Montanha Amarela, a mais famosa e turística do país.

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