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19/05/2006 - 15h37

ONU pedirá cooperação de multinacionais na ajuda à RDC

Genebra, 19 mai (EFE).- A ONU pedirá a multinacionais instaladas na República Democrática do Congo (RDC) que cooperem na reconstrução de estradas e pontes para facilitar o transporte da ajuda humanitária às vítimas da que é considerada a "crise esquecida" mais grave do mundo.

O responsável do Escritório de Assuntos Humanitários da ONU no país, Daniel Augstburger, disse que 1.200 pessoas morrem diariamente na RDC não somente devido à violência armada, mas também à ausência de serviços de saúde, à falta de água e por problemas de nutrição.

O projeto de envolver as multinacionais na melhora da ação humanitária começará na região de Katanga, no sudeste do país, onde vivem aproximadamente 500 mil pessoas, das quais a metade são deslocados internos. Houve um ressurgimento do conflito na região no início de ano.

O objetivo é "despertar a responsabilidade social das empresas mineradoras (dedicadas principalmente à exploração de cobre e diamantes), com as quais esperamos trabalhar a fim de melhorar as estradas usadas pelas organizações humanitárias para levar ajuda", explicou Augstburger em entrevista coletiva em Genebra.

O responsável da ONU afirmou que, atualmente, os comboios do Programa Mundial de Alimentos (PMA) levam até quatro semanas, na época de chuva, para percorrer os 400 quilômetros que separam as áreas onde vivem as povoações mais vulneráveis de Lubumbashi, a capital de Katanga.

"Devido ao mal estado das estradas, chegamos muito tarde no fim do ano passado, quando a situação já tinha se deteriorado", lembrou.

Augstburger sustentou que a situação de Katanga pode ser considerada paradoxal, porque, de um lado, carece de toda infra-estrutura, mas, do outro, é uma área muito rica em recursos naturais, sobretudo minerais, que são explorados por multinacionais sul-africanas, britânicas, americanas, chinesas e russas.

A ONU pediu a estas empresas que coloquem à sua disposição as maquinarias pesadas necessárias para a reconstrução das estradas, o que não só permitiria um transporte mais rápido da ajuda humanitária, mas também que os agricultores possam comercializar seus produtos fora da região.

Augstburger considerou que as próximas eleições, previstas para 30 de julho, são uma esperança para a RDC, onde a população se inscreveu maciçamente para participar do processo eleitoral, superando todas as expectativas.

O representante da ONU disse que se esperava a inscrição de 15 milhões de cidadãos, mas a pouco mais de dois meses para o pleito já há mais de 25 milhões de eleitores inscritos.

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