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23/05/2006 - 17h58

Hisbolá ameaça atacar Israel com "milhares de mísseis"

Beirute, 23 mai (EFE).- O líder do grupo xiita Hisbolá, xeque Hassan Nasralá, disse hoje que sua organização responderá a qualquer agressão israelense com o lançamento de "milhares de mísseis contra o norte da Palestina ocupada", em referência a Israel.

"O que dissuade o inimigo de lançar uma agressão é a contínua disposição da Resistência Islâmica (braço armado de Hisbolá) para responder", declarou Nasralá, diante de dezenas de pessoas que se reuniram em um hotel de Beirute para comemorar o sexto aniversário da libertação do sul do Líbano, após 22 anos de ocupação israelense.

"Há muitos anos, especificamente desde 1992, possuímos um arsenal de mísseis respeitável, tanto em quantidade como em qualidade, que nos permite dizer que todo o norte da Palestina ocupada está ao alcance dos foguetes da Resistência", declarou Nasralá.

O xeque garantiu que todas as instalações, bases, portos estão ao alcance do grupo e que o Hisbolá possui mais de 12 mil mísseis, mas não especificou quais são nem sua origem.

Além disso, Nasralá disse que seu grupo deve conservar as armas, pois o Exército libanês não tem força suficiente para enfrentar uma agressão israelense.

Segundo o xeque, "a resistência deve cooperar com o Exército e não se integrar nele, enquanto não houver um acordo justo que ponha um fim no estado de guerra".

"As ameaças (israelenses) permanecem e existe a possibilidade de um ataque a qualquer momento e sob qualquer pretexto", acrescentou Nasralá antes de detalhar que se Israel atacar o Líbano seu grupo não seria o agredido, mas "o Ministério da Defesa e o Governo. Neste caso, o Estado sofreria uma agressão direta".

O desarmamento do Hisbolá, assim como dos grupos palestinos, é exigido pela resolução 1.559 do Conselho de Segurança da ONU, que retirou as tropas e agentes sírios deste país após três décadas de presença da Síria.

Os líderes libaneses, reunidos desde o dia dois de março para tentar sair da crise, começaram a discutir este assunto, tema principal da próxima reunião prevista para o dia oito de junho.

A maioria parlamentar estima que o Exército deve monopolizar o armamento e ser o único responsável pela segurança do país.

No entanto, o presidente Émile Lahoud confirmou hoje que o "Líbano é incapaz de enfrentar Israel, o que faz com que a Resistência deva existir e apóie o Exército nacional".

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