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24/05/2006 - 03h11

Continua a busca dos restos do piloto grego no mar Egeu

Atenas, 24 mai (EFE).- As equipes de resgate gregas continuam buscando no mar Egeu nesta madrugada os restos do piloto Costas Iliakis, que estava no avião de combate F16 da Força Aérea da Grécia que bateu ontem em outro caça turco.

O incidente aconteceu perto da ilha grega de Karpathos e o piloto do F16 turco sobreviveu por conseguir ejetar seu assento antes da colisão. Ele foi resgatado e trasladado à Turquia.

O centro de coordenação das operações de busca e resgate, com sede no porto do Pireu, informou hoje que enviou à zona de Karpathos, no sudeste do Egeu, um navio com mergulhadores. Uma fragata da Marinha de Guerra, helicópteros Super Puma e um avião militar Hércules C130 rastreiam o local, 20 milhas marítimas ao sul da ilha.

O vento é favorável, mas há neblina na região, o que dificulta a visibilidade para as equipes de busca, segundo um membro das equipes de resgate. Os pescadores locais encontraram objetos pessoais do piloto grego desaparecido e os entregaram às autoridades.

Iliakis, de 36 anos, pai de dois filhos, tinha muitas horas de vôo havia sido treinado nos Estados Unidos.

Seus parentes, na ilha grega de Creta, descartam que ele tenha cometido um erro durante a missão, que, segundo o Estado-Maior da Forças Armadas gregas, era de "reconhecimento".

Três aviões de guerra turcos que, segundo Atenas, haviam "infringido as normas de navegação aérea" em seu vôo rumo à parte norte da ilha grega de Creta (um RF4, acompanhado de dois F16) foram interceptados por dois caças F16 gregos.

A chefe da diplomacia grega, Dora Bakoyani, suspendeu a visita oficial à Finlândia ontem à noite, voltando para Atenas. Grécia e Turquia mantêm disputas territoriais no mar Egeu há décadas.

"Precisamos ter muito cuidado", disse hoje a uma emissora grega o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores grego, Yorgos Kumunchakos. mas ele descartou a possibilidade de conflitos com a Turquia.

O departamento de Estado americano anunciou ontem à noite sua satisfação com o esforço dos dois países para reduzir a tensão. Logo depois do incidente, houve comunicação entre os altos comandos militares da Turquia e da Grécia.

Além disso, Dora Bakoyani conversou por telefone com o chanceler turco, Abdullha Gul. Os dois anunciaram sua intenção de não prejudicar as relações bilaterais.

Desde 1974, 90 pilotos gregos morreram em manobras no mar Egeu.

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