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24/05/2006 - 16h06

Milicianos do Hamas matam oficial da ANP e deixam mais 4 feridos

Gaza, 24 mai (EFE).- Milicianos do Hamas mataram hoje um oficial da segurança preventiva da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e deixaram outras quatro pessoas feridas, informaram fontes da Polícia palestina.

Entre os quatro feridos estão duas pessoas que estavam no meio de um tiroteio no hospital Shifa da Cidade de Gaza.

O aumento da violência entre membros da Força de Assistência criada pelo Governo do primeiro-ministro palestino, Ismail Haniyeh, e milicianos do Fatah, grupo ligado ao presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, aumentou hoje o temor do início de uma guerra civil.

As outras duas pessoas feridas hoje em Gaza estavam no mesmo carro do oficial, que circulava pelo litoral mediterrâneo. Este episódio fez surgir uma outra versão sobre o ataque, a de que o membro da força de segurança morreu por causa de uma explosão dentro do veículo.

No entanto, o porta-voz da entidade de segurança disse que o oficial foi atacado com armas automáticas. Já o coronel Rashid Abu Shbak, chefe do mesmo organismo e amigo próximo do presidente Abbas, se livrou no último final de semana de um atentado à bomba.

Com a morte do oficial, aumenta para 10 o número de mortos em confrontos entre os dois grupos nas duas últimas semanas na faixa de Gaza.

O incidente no hospital Shifa aconteceu quando soldados da segurança preventiva transferiam o corpo de seu companheiro e membros do movimento do Fatah iniciaram um tiroteio com membros da Força de Assistência criada pelo Hamas, à qual atribuem a morte do oficial, ainda não identificado.

Este é o segundo palestino que perdeu a vida hoje em Gaza, onde, de manhã, na localidade de Abasán, vizinha da cidade de Khan Yunes, um miliciano da Força de Assistência do Hamas foi morto por milicianos do Fatah, episódio que deixou mais quatro feridos.

Horas depois, militantes do Hamas feriram um membro do Fatah no campo de refugiados de Jabalya, no norte da Faixa de Gaza, e seqüestraram outro residente, segundo fontes locais.

A violência aumentou na tarde de hoje com a incursão do Exército israelense na cidade cisjordaniana de Ramala para capturar um chefe da Jihad Islâmica, Mohammed Shobaki. Este episódio, na qual aconteceu uma batalha campal com armas de fogo, bombas incendiárias, pedradas e tiros, deixou quatro palestinos mortos e cerca de 35 feridos.

O porta-voz do presidente Mahmoud Abbas acusou Israel de estimular assim "o colapso da calma" que reinava na manhã de hoje entre milicianos do Hamas e do Fatah, antes do novo incidente no litoral de Gaza.

O dia de violência acontece antes do início, amanhã, em Gaza e em Ramala, do "diálogo nacional", uma iniciativa do presidente Abbas, líder do Fatah, e de seu primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, para acabarem com as divergências e encerrarem os confrontos entre suas respectivas milícias.

Abbas declarou "ilegal" a Força de Assistência do Hamas, cuja maior parte de seus três mil soldados são milicianos islâmicos.

Porém, Haniyeh anunciou nesta semana que eles "não serão dispersados".

O "diálogo", que deve ser realizado amanhã por videoconferência entre Gaza e Ramala - pois o Exército israelense impede Haniyeh e outros representantes do Hamas cheguem à Ramala por seu território - deve ter a participação das 13 facções da resistência.

Membros dos dois movimentos rivais anunciaram há dois dias um acordo para vencerem suas divergências, e que o presidente Abbas ficaria a cargo de um órgão superior para garantir a ordem e a segurança nos territórios palestinos.

Por enquanto, este novo órgão não começou a funcionar.

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