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25/05/2006 - 14h38

Colombianos elegem presidente após uma campanha sem debate

Guillermo Tovar Bogotá, 25 mai (EFE).- Os colombianos elegerão no próximo domingo seu presidente para o mandato 2006-2010 entre seis candidatos, dos quais o favorito é o atual governante, Álvaro Uribe.

A campanha eleitoral teve como novidade a possibilidade de reeleição, mas a vitória quase certa de Uribe e a ausência de debate a tornaram menos atraente.

Ao todo, 26.731.000 colombianos podem votar neste pleito, mas deve ser mantida a tendência histórica de abstenção eleitoral acima dos 50%.

A possibilidade de reeleição, aprovada em 2004 mediante uma reforma constitucional, favoreceu a continuidade da política de Uribe, que termina seu mandato de quatro anos com um apoio que, nas últimas pesquisas, oscila entre 55% e 60%.

Por isso, e também porque Uribe se negou a participar dos debates com os outros candidatos, estes reduziram suas próprias atividades, desencorajados pela fraqueza da campanha.

Álvaro Uribe ganhou as eleições de 2002 em nome do movimento "Primeiro Colômbia" com sua proposta de "mão firme, coração grande" e a promessa de "trabalhar, trabalhar e trabalhar".

O "presidente-candidato", como foi chamado pela imprensa durante a campanha, não fez novas propostas. Ele oferece a manutenção de eixos como "a segurança democrática, a transparência e a reativação econômica e social".

O ex-ministro liberal Horacio Serpa, derrotado por Uribe em 2002 pelo conservador Andrés Pastrana em 1998, concorrerá pela terceira vez.

Serpa, que há poucas semanas estava em segundo lugar nas pesquisas, foi ultrapassado pelo jurista Carlos Gaviria, candidato da coalizão de esquerda Pólo Democrático Alternativo.

Para ser eleito no primeiro turno, um candidato precisa mais de 50% dos votos. Caso nenhum chegue a esse patamar, os dois primeiros colocados se enfrentarão novamente nas urnas no dia 18 de junho.

A campanha eleitoral foi maculada a um mês do dia da votação pelo assassinato de Liliana Gaviria, irmã do ex-presidente César Gaviria (1990-94), chefe do Partido Liberal e um dos mais ferrenhos opositores de Uribe, particularmente do processo de paz com os paramilitares.

Entretanto, em uma vertiginosa investigação, a Polícia disse que o crime fora cometido por uma facção da guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para desestabilizar a campanha.

Ironicamente, as Farc garantiram no início deste mês que não tinham a intenção de alterar a campanha eleitoral, mas pediram que os colombianos não votassem em Uribe.

O presidente afirmou há poucos meses que "esta não é a campanha das amarguras", mas "a campanha da alegria".

Mas o próprio chefe do Estado sofreu o desgosto de ser vaiado por estudantes nas duas principais universidades de elite de Bogotá, e disse que alguns oposicionistas eram "comunistas disfarçados".

À ausência de debate durante a campanha somaram-se queixas dos candidatos sobre a falta de garantias.

O liberal Serpa disse que "houve assassinatos, seqüestros e desaparições diretamente ligados à campanha eleitoral, que sacudiram o clima político do país".

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