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25/05/2006 - 02h48

Facções da resistência palestina iniciam hoje "diálogo nacional"

Gaza, 25 mai (EFE).- As 13 facções da resistência palestina começam hoje em Gaza e Ramala o "Diálogo nacional" para debater a disputa de poder entre o presidente Mahmoud Abbas e o primeiro-ministro Ismail Haniyeh, além da grave situação financeira.

O boicote dos Estados Unidos e da União Européia (UE), principais doadores dos palestinos, afeta, entre outros setores da economia, os 165 mil funcionários civis e policiais da Autoridade Nacional Palestina (ANP). O seu presidente está em conflito com o primeiro-ministro por divergências sobre as atribuições de cada um.

Os funcionários públicos estão há quase três meses sem receber salários por falta da ajuda financeira internacional. A transferência de dinheiro depende da criação de um mecanismo que permita transferir as doações ao presidente Abbas, e não ao Governo de Haniyeh.

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP) será o primeiro orador no debate. Haverá uma videoconferência entre a Cidade de Gaza e a de Ramala, separadas por território israelense.

Israel proíbe Haniyeh e outros membros do Hamas de atravessar seu território para chegar a Ramala, onde fica a sede oficial da Presidência, a "Muqata".

As diferenças entre Abbas, líder do Fatah, e Haniyeh, do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas, considerado uma organização terrorista) têm provocado violentos incidentes entre as milícias dos dois lados. Nas últimas duas semanas morreram dez militantes. "A guerra civil é uma linha vermelha que ninguém, entre os palestinos, deseja atravessar", declarou Abbas o domingo anterior.

"Não existe guerra civil no dicionário palestino. Posso garantir a nossos povos que os incidentes podem ser superados", respondeu Haniyeh.

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