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25/05/2006 - 01h02

Feira "antiimperialista" antecede reunião entre Morales e Chávez

La Paz, 24 mai (EFE).- Uma feira comercial internacional de tom "antiimperialista" foi aberta hoje naem La Paz, às vésperas de uma reunião do presidente boliviano, Evo Morales, com o venezuelano, Hugo Chávez, para assinar novos acordos.

A I Feira do Intercâmbio, com participação de empresas brasileiras, faz parte da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) e do Tratado de Comércio dos Povos (TCP), promovidos por Bolívia, Venezuela e Cuba como alternativa aos tratados de livre-comércio defendidos pelos Estados Unidos.

O vice-presidente boliviano, Alvaro García Linera, defendeu a participação dos pequenos produtores no comércio internacional, contra a fórmula liberal representada pelos grandes capitais financeiros e firmas multinacionais.

A feira reúne cerca de 200 empresas brasileiras, bolivianas, venezuelanas, cubanas e argentinas. A maioria é da nação anfitriã, representada especialmente por micro e pequenas empresas.

Entre os setores econômicos se encontram a indústria têxtil, a agricultura, o artesanato, a ourivesaria, a produção de alimentos, madeira, móveis e as empresas de serviços.

A feira foi aberta um dia antes da chegada à Bolívia do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e do vice-presidente cubano, Carlos Lage, que na sexta-feira devem ir à região de cultivo de coca de Chapare, no departamento central de Cochabamba. À tarde, Morales e Chávez vão a La Paz para assinar acordos nas áreas de energia, cultura e esportes, microcrédito, produção e mineração.

Os dois presidentes deverão acertar a associação das estatais Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e Petróleos de Venezuela (PDVSA) para trabalhar de forma conjunta em projetos de prospecção e produção de gás natural, avaliados em US$ 800 milhões.

Além disso, Caracas dará a La Paz um crédito de US$ 8 milhões para desenvolver uma refinaria já existente, assim como uma doação de asfalto no valor de US$ 2 milhões para a construção de uma estrada no Chapare.

Serão inaugurados postos de gasolina com a logomarca "Petroandina", da futura sociedade entre PDVSA e YPFB.

O Governo de Chávez ofereceu ainda um crédito de US$ 100 milhões para apoiar a reforma agrária de Morales e fortalecer a produção agrícola.

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