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26/05/2006 - 20h23

Juiz manda "Time" dar documentos para ex-assessor da Casa Branca

Washington, 26 mai (EFE).- Um juiz de distrito ordenou hoje à revista "Time" que entregue alguns documentos para os advogados de defesa do ex-assessor da Casa Branca Lewis Libby, que está envolvido no "Caso Plame".

A ordem de 40 páginas ditada pelo juiz Reggie B. Walton diz que o jornal "The New York Times" e outros veículos de comunicação também poderiam ter que entregar informações relacionadas ao caso.

Desde o ano 2003, foi iniciada nos Estados Unidos uma investigação federal sobre o caso de Valerie Plame, ex-agente da CIA cuja identidade foi vazada para a imprensa como parte de uma suposta vingança da Casa Branca.

O assunto já custou o posto de um alto funcionário, Lewis Libby, ex-chefe de gabinete do vice-presidente dos EUA, Dick Cheney.

O nome de Plame surgiu na imprensa pela primeira vez em julho de 2003 na coluna do analista Robert Novak.

O vazamento da identidade da ex-agente, um crime nos EUA, foi a ponta de um iceberg que deixou vários funcionários do Governo e jornalistas com corda no pescoço.

Patrick Fitzgerald, o promotor responsável pelo caso, já apresentou acusações de obstrução da justiça e perjúrio contra Lewis Libby.

Fitzgerald também investiga Karl Rove, o assessor político mais influente do presidente George W. Bush.

Além disso, o juiz também mencionou Judith Miller, a jornalista que ficou quase dois meses na prisão por se negar a revelar suas fontes no caso e que deixou "The New York Times" após 28 anos no jornal.

Com esta ordem, o juiz rejeitou um pedido de Libby para que Miller entregasse todas as suas anotações jornalísticas, registros de ligações e agenda de entrevistas.

Walton, em declarações à emissora americana "NBC", disse que Miller não terá que entregar à equipe de defesa de Libby os cadernos e a agenda de telefones.

Além disso, Walton afirmou que os jornalistas não têm direito a se negarem a entregar anotações, esboços de artigos ou qualquer outro tipo de informação durante um processo penal.

"A primeira emenda da Constituição americana (que protege a liberdade de expressão, imprensa e religião) não protege um jornalista ou a sua organização jornalística de entregar documentos em um processo penal", declarou Walton em sua ordem.

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