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28/05/2006 - 14h08

Governo argentino reduzirá poder dos chefes das Forças Armadas

Buenos Aires, 28 mai (EFE).- O Governo da Argentina "reduzirá o poder" dos chefes das Forças Armadas como parte da reestruturação militar delineada pelo Ministério da Defesa, informa hoje o jornal argentino "La Nación".

A partir da reforma, cujo anúncio está previsto para amanhã em um ato pelo Dia do Exército, os chefes das Forças "não poderão decidir promoções, comprar material, nem autorizar exercícios de treinamento".

Em conseqüência da reestruturação, o Estado-Maior Conjunto "assumirá a maioria das funções" atuais dos titulares do Exército, da Marinha e da Força Aérea, indicaram fontes militares à publicação.

Os comandantes serão responsáveis por verificar a operacionalização das decisões tomadas pelo Estado-Maior Conjunto, em um sistema que se parecerá com o que vigora nos Estados Unidos, acrescentou o jornal.

Dias atrás, a ministra de Defesa da Argentina, Nilda Garré, falou da intenção do Governo de buscar "a recuperação do controle da defesa que havia delegado aos militares".

A medida deve ser colocada em prática no final do ano e foi divulgada dois dias depois de o Exército punir seis militares com até 40 dias de detenção por participar, na quarta-feira, de uma homenagem pública aos militares e civis assassinados pela guerrilha nos anos 70.

Durante a homenagem, realizada na Praça San Martín de Buenos Aires com 3 mil pessoas, foi criticada a política de direitos humanos do Governo de Néstor Kirchner e foram proferidos insultos contra o chefe do Exército, Roberto Bendini.

"Os militares fizeram declarações políticas em que insultavam o chefe do Exército. Eles estão submetidos a normas estritas que foram violadas no ato", destacou Garré após saber das sanções.

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