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31/05/2006 - 12h18

Villepin completa um ano difícil de Governo querendo continuar

Paris, 31 mai (EFE).- O primeiro-ministro da França, Dominique de Villepin, completa hoje um ano no cargo com a imagem fragilizada por causa da rejeição a seu projeto de contrato de emprego para jovens e do escândalo Clearstream, mas quer se empenhar até as eleições presidenciais de 2007.

Esta manhã, quando deixava o Palácio do Eliseu após o Conselho de Ministros, Villepin deu um grande sorriso. Ele não planejou qualquer comemoração além da intensa atividade que, nas últimas semanas, vem desenvolvendo em diferentes atos públicos devido ao caso Clearstream.

Após chegar ao Gabinete em 2002 e ocupar sucessivamente as pastas de Exteriores e Interior, foi a Villepin que o presidente Jacques Chirac, seu mentor, recorreu para superar a derrota no plebiscito sobre a Constituição européia.

Villepin substituiu Jean-Pierre Raffarin, esgotado após três anos à frente do Gabinete conservador.

Os primeiros meses de gestão foram recompensados com bons índices nas pesquisas. O nome de Villepin aparecia como aposta para as Presidenciais de 2007. Entre os conservadores franceses, ele era o preferido sobre seu rival, o ministro do Interior e líder da governante UMP, Nicolas Sarkozy.

No fim de outubro, entretanto, começou seu calvário. Em três semanas, distúrbios nas ruas da periferia de Paris se espalharam para 300 cidades do país e obrigaram o Governo a decretar estado de emergência. A medida foi criticada por diferentes setores políticos e sociais.

Superado esse momento, Villepin se queimou ao insistir em levar adiante um novo contrato para menores de 26 anos, o CPE. A decisão gerou uma grande onda de rejeição, com manifestações cada vez maiores e a paralisação de dezenas de Universidades.

Chirac forçou a retirada do texto - e a derrota de Villepin, que começava a acumular problemas.

Quando o novo problema parecia ultrapassado, surgiu o caso Clearstream, trama gerada pelo envio anônimo à Justiça de listas de titulares de contas bancárias, que incluíam políticos, empresários e agentes secretos.

Sarkozy, cujo nome estava na lista falsa, se considera vítima de uma armação para prejudicar suas chances nas eleições de 2007.

Villepin sempre negou ter agido de má fé no caso. O escândalo o levou à Assembléia Nacional pela terceira vez em um ano para enfrentar uma moção de censura apresentada pela oposição socialista.

As duas primeiras foram para ouvir críticas à sua política de emprego.

Duzentos deputados de seu partido, a UMP, não compareceram ao debate, o que mostra que Villepin é cada vez mais contestado em sua própria maioria.

O único ponto que Villepin pode alegar a seu favor é exatamente seu principal objetivo: a redução do desemprego.

Em um ano, a taxa de desemprego caiu de 10,1% para 9,3% da população ativa. Além disso, outras medidas a favor da inovação e da competitividade foram adotadas pelo Gabinete.

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